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* E não é que os barbatões sibaritas da câmara vão conseguir aprovar a
prorrogação da CPMF? É impressionante, pelo menos pra mim, o nível
de canalhice destes senhores e senhoras. Ouçam, sei do que estou
falando, já fui alto funcionário do governo e atuei na iniciativa
privada: sei como eles operam, tlim-tlim por tlim-tlim. Em (quase)
qualquer outra democracia isso sequer seria discutido em público,
até por medo de linchamento. Brasil: congresso servil, justiça
servil, imprensa servil e sociedade civil, bem, servil. Em algum
lugar o M. Foucault (de resto um idiota), diz que um dos momentos
que ele achava mais emocionantes na história da nossa civilização é
quando, nos dias subsequentes à revolução francesa, indivíduos (ora
finalmente cidadãos), passeavam pela rua com as cabeças dos nobres
espetadas em pedaços de pau. Arre. Ah, como eu queria,
deusquemeperdoe. Escumalha de capadócios desavergonhados.
* O Luis Ignócio tem, MESMO, a dimensão cognitiva de uma lula. Ele não
se cansa do ridículo? Resposta: Não, a sociedade brasileira GOSTA
dele. ACREDITA nele. E o cara é um perigo. É um Hugo Chaveca, um
Fidel Castrado, um Mussolini recauchutado. Tenho dito isso since day
1 (raramento resisto ao “eu falei, não falei?”). Tudo em nome do
socialismo, de uma sociedade mais justa (pra eles). Esse cabotino
desossado tá louco pra botar um lencinho vermelho no pescoço. Fico
imaginando o que se passa na cabeça rurícola desse rapazola, nos
seus inúmeros momentos de delírio de grandeza (i.e.,
pós-golpe). Qual seriam os nomes do ministério fascista? Hummm,
deixa ver… Bem, assim de pronto lembro apenas do time cedido pela
Globo: Galvâo “O Sapo Lambe-Lambe” Bueno (Ex-portes), o Renato
MaisChato (a porta-sem-voz), Maria Poltrão (para o recém-criado
Ministério das Cavalgaduras). Dos veteranos: Zé
“nossa-fiquei-ainda-mais-feio-depois-da-plástica” Dirceu (Ministro
pleni-extra-arqui-ultra-potenciário da Ordem e da Moral Pública),
Guido Mantega Rançosa (acumulando Ministério do Mau-hálito
Furuncular, Ministério da Arrogância Federal e Ministério do Caixa
2), etc. Depois dou o cabinete inteiro. MAS, fico pensando, como
seria bom se o presidente fosse ao menos monolingüe…
* Se você, meu prezado leitor (são centenas de milhares, talvez
quaquilhões, tenho certeza), quiser saber quantos conhecidos tem, dê
uma festa. Se quiser saber quantos amigos tem, well, fique
doente. Se ficar doente E pobre então, nossa, maravilha. Sei do que
estou falando.
* Falando quase nisso, a Marquesa de Sandres me aprontou mais
uma. Decida-se minha filha. O que, afinal, você quer comigo? Minha
situação é de extrema vulnerabilidade (pra ser ameno), como você
sabe. Porque me beija (sim, SUA iniciativa: e eu não sabia que você
sabia isso também & tão bem), abraça e foge, se dizendo
“atrapalhada”?! Ora, atrapalhado sou EU! Você também sabe que eu
gosto de você, e não é de hoje (27, vinte-e-sete, anos pra ser
exato). Foi você que me disse que guardou todas as minhas cartas,
bilhetes, livros (lembro do Guima, vosmecê chorou com o Miguilim,
pois é) e quetais. Eu não sabia. Pedi pra jogar tudo fora, várias
vezes. Pelamordideus, então. Ai, ai, tão linda, tão gostosa. And
here is something you don’t know: I was *already* dying from a
broken heart before we met again after so many years. And, as far as
I know, I got a single, unique heart. Eu queria só saber, ANTES do
terno de madeira, porque eu tenho essa CAPACIDADE pra me enfiar em
labirintos sem solução.
* Estou tão cansado, mas “vou descendo, por todas as ruas, com meu
casaco de general & cheio de anéis”, etc.
* Nas minhas longas caminhadas (ver acima, dinheiro pro ônibus, etc),
encontro coisas interessantes. Pessoas até. Reparo muito nas
mulheres, vício antigo. Mas essa cidadeta em que estou morando não é
fácil. Vai aqui uma tipologia preliminar. Enjoy.
Bujoníssima: Duas pernas finas sustentando um pequeno (ou grande)
tronco em formato de botijão. Blusa larga ou túnica, com estampado de
gosto duvidoso. Salto alto, esparramando os dedos pintados e, se você
for realmente um cara de sorte, poderá levar, sem nenhuma despesa
adicional, um calcanhar cascudo e encardido. Ainda não há solução para
a polêmica de que “pera-invertida” se refira exclusivamente a esse
grupo ou se se trata de um tipo novo, ainda embrionário. Enfim, é
possível que acumule características de outros grupos.
Bunda-de-elefante: bunda murcha e fina, convexa. Tipo mais evidente na
faixa dos quase-quarenta em diante. Confuso, caro passante? É só
imaginar um elefante caminhando, na tomada por trás (sem trocadilho;
seria um espetáculo dantesco). Gosta de salto anabela ou
plataforma. Pode acumular características dos tipos bujoníssima,
garnizé, where-is-the-neck e lésbica-tardia.
Garnizé: Pele branca, quase macilenta e nariz vermelho, não raro
avantajado. Geralmente de ascendência européia. Se estiver resfriada
então, é quase um peru (perua seria elogio). Empinada, jactante,
soberba e pouco instruída. Ótima para falar mal da vida alheia e
péssima na cama. Como bônus extra, pode apresentar poucos pelos nos
lugares certos e muitos pelos nos lugares errados. Jizus amado. Não é
raro acumular características de outros grupos. Em tempo: não sei
porque chamei de garnizé, que é, afinal, uma galinha honesta (e também
não tem nariz, muito menos vermelho).
Where-is-the-neck: Cabeça farta colada ao tronco cônico. É um
joguinho: tente achar o pescoço e ganhe uma bafada de cigarro e frango
à passarinho na nuca. Vixe. Pode acumular características de outros
tipos, particularmente dos tipos bunda-de-elefante e bujoníssima.
Observação: essas últimas poderiam ter “evoluido” para
where-is-the-neck, especulam alguns cientistas.
Lésbica-tardia: O marido passou a vida lhe botando enormes pares de
cornos, os quais foram retribuidos com generosidade). Separou-se.
Criou os filhos. Já abusou de algumas drogas, particularmente álcool,
anfetamínicos e, mais recentemente, cocaína (em segredo, com as
colegas). Rugosa. Algumas plásticas sim, inclusive uma (nem tão)
pequena recauchutada no andar de baixo para corrigir um acentuado
desequilíbrio labial. E, claro, pelo menos 250ml no esquerdo e 90 no
direito. Agora sai toda sexta na happy hour procurando namorada. Pode
acumular características de outros tipos.
Falsa-gostosa: Comum em todas as faixas etárias. Pense um pouco que
ela aparece na sua frente. Num primeiro relance, ela até engana
(boazinha ela, né?) mas repare bem no que a calça de cintura baixa
revela. Credo em deus padre. Não é raro acumular características do
tipo lésbica-tardia ou até mesmo de uma versão mais atenuada do tipo
garnizé.
Quero-dar-mas-não-ser-comida: Tipo comum entre as mais jovens. São
rameirinhas travestidas, pseudo-exigentes. Querem mesmo, e geralmente
conseguem, é provocar os jovens mancebos endinheirados, enquando dão
com vontade, convicção e entusiasmo varonil para espertalhões menos
abonados, a quem solicitam uma sacanagem mais, digamos, rústica. Na
apresentação, a pura gostosinha-clichê, porém é geralmente traída
pelos modos à mesa ou pelo conteúdo da bolsa
oscar-freire-que-minha-prima-me-deu (leia-se, subtraída no xópin).
Tem outros, mas estou sem tempo.
-JP
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-*- Tue Sep 25 10:56:43 2007 -*-
* Nossa, quase uma semana. Muitos vários assuntos não tratados. Tem
até coisas felizes, a torturar esta de-mente.
* It seems that I can see LESS by the day. Estes óculos tem 14
anos. Eles foram quebrando e eu fui re-usando os antigos até chegar
a essa invejável cifra. São riscados, oxidados, obtusos, vetustos,
ridículos, mas filhos-únicos-de-pai-solteiro. O que será quando
chegar sua hora?
* Bem, bem: cadê meus amores? Por aí, por aí, cuidando de sobreviver
(dignamente, one hopes).
* Ouvindo, nesse momento, duas coisas ao mesmo tempo: Dido (Leave your
boots by the door) e Mutantes (El Justiciero, tchá, tchá,
tchá). Duas orelhas, duas coisas. Louco, sou: mas vocês também já
sabem.
* Leminski na cabeça:
haja
hoje
p/
tanto
hontem
* E, na versão JPeniana (argh!):
Ha-já, hOJE
Pára!
Janto
Ontem.
(coisas que a fome faz, apenas)
* Agora ouvindo a trilha do “English Patient”. E se você odeia, azar
seu:
(maçerado para assassino)
- You can’t kill me. I am already dead.
* Sabedoria fajuta de JP: To die from a broken heart is to die many
times, every fucking day, from now to eternity.
* Outros assuntos:
* WaRtão, isso também vai passar, velho camarada. Só não deixem eles
jantarem você, nunca, muito menos por uma porcaria (mais fácil
falar, eu sei). Você (& ela) é a vítima, e não o contrário. A sua
casa É grande. Grande abraço, velhinho. Be well.
* Meus documentos. Ah, cadê? Ficaram pelo caminho. Sou clandestino no
meu próprio país. Mas não choro (meus óculos ficam feios). Em tempo,
e sob o enorme risco de cabotinagem:
O HOMEM MAIS HONESTO QUE CONHECI: EU MESMO. (que coisa, né?, pior, é
verdade)
* Olha, o tempo vai acabando. Tinha outras coisas, como Os Chatos dos
Renatos. Pois é, sobrou o janota do Renato MaisChato, a Maria
Poltrão e o Já-deu Ximiti. Mas fica pra outro dia. Eu não me sinto
muito bem. Tô fraco, tô fraco, tô fraco (já criei galhinhas
d’angola too, delícia, você lembra, não?).
* Só vou ter 1/2 hora. Indigentes digitais (a.k.a., acessa/sp),
são assim. English Patient. Will you come back for me? Yes, my love, I
will.
-JP
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-*- Wed Sep 19 09:38:03 2007 -*-
VAMOS ODIAR JUNTOS?
* Objeto de hoje: Renato Machado
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-*- Wed Sep 19 09:44:04 2007 -*-
* If only God would give me some clear sign! Like making a large
deposit in my name at a Swiss Bank.
– Woody Allen
A black cat crossing your path signifies that the animal is going
somewhere.
– Groucho Marx
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-*- Wed Sep 19 09:14:19 2007 -*-
A PERGUNTA QUE TODO E QUALQUER GOVERNO SERIA OBRIGADO A RESPONDER:
* Quis custodiet ipsos custodes?
–Juvenal (Decimus lunius luvenalis)
E quem vai vigiar os vigias? in
Sátiras. Juvenal (fim do século I, começo
do II) é o mesmo do Mens sana,
Panen et circences, etc.
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-*- Wed Sep 19 09:21:53 2007 -*-
My soul is crushed, my spirit sore
I do not like me anymore,
I cavil, quarrel, grumble, grouse,
I ponder on the narrow house
I shudder at the thought of men
I’m due to fall in love again.
– Dorothy Parker, “Enough Rope”
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-*- Sun Sep 16 19:40:03 2007 -*-
Para não dizer que não falei:
UM JARDIM PARA ANANDA
Take One:
Part One:
For Herbs, Flowers’n Friends: Os ingredientes
6-8m de diâmetro.
Plantas: O meio fica vazio mesmo, com um banco (depois) e chão de
tomilho, esparramado (libera aroma quando pisado), geometricamente
dividido entre Thymus vulgaris (flor branca) e serphylum (flor
rosa). O contorno externo é delimitado com sobras de granito e
mármore, cores afins, fincados no chão (grama). Ruído sutil de
água. À partir do extremo mais próximo da cozinha: orégano, sálvia
erva (officinalis) flor branca (albiflora), sálvia flor (vermelha),
artemísia, basílico (folha larga, deixar florir), cuentro (alguns
floridos), pimenta comari, begônias, gengibre (sempre com algumas
plantas bem altas), rosa amarela gigante (planta mais baixa e
“encopada” possível), rosa vermelha, grande, diametralmente oposta,
alho (a.k.a., the stinking rose, therefore planted next to its
peers), variedade roxa grande (flor também arroxeada), seguido de
alho “caipira” (pequeno, com flor pequena, branca), camomila (um
exagero delas), pimenta malagueta, basílico de folha roxa, begônias
roxas, interpolated. Menta, hortelâ e alyssum branco, intercalados.
Funcho. 4 ou 5 plantas de tomate cereja em cachos. Lavanda. No
extremo oposto, o maior pé de alecrim possível (deixar florir).
Banco: Madeira re-utilizada e/ou sem tratamento, porém ergonômico.
Quase 3m. Numa extremidade dois indíviduos sentados (um em pé?),
olhando um para o outro (e.g., armações de ferro de manequins
antigos, figuras de concreto, etc), codinomes Paula e Bebeto
(qualquer maneira só vale a pena se a alma não for
pequena). Lembrança de velhos amigos, quaisquer. Dia ido, quase. No
outro extremo do banco, AA baixa o livro — pouca luz, ajeita a taça
em cima do banco (como se a mancha ainda imaginária não deixasse o
móvel ainda mais agradável). Olha para os bonecos. Impossível não
perceber os aromas do pequeno jardim àquela hora. Da varanda da
cozinha, onde fica o fogão externo, vem um cheiro suave, prosaico,
de batata frita. Na mesma varanda uma mesa comprida, posta numa
ponta, para poucas pessoas. Quantas serão… Já não dá pra
ver. Últimos piados, aromas, vento resfriado, silêncio. O derradeiro
belisco de luz, mas ainda dá pra ler o aforisma número 7 (sem
contexto algum, mas quem se importa) do Tractatus — What we cannot
speak about we must pass over in silence — gravado no encosto do
banco. Da cozinha quase invisível, uma voz rompe o quadro, sem
rasuras: – Vem sentar, Ananda. Já vou servir você.
Take one:
Part Two: A disposição (coming soon)
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-*- Sun Sep 16 18:57:03 2007 -*-
Weekend’s highlights:
* Ainda sem acesso à Internet e sem muita perspectiva disso
mudar. Ainda sujeito à ajuda do governo aos indigentes (digitais e
não somente): Meia hora/dia, em meio à balbúrdia de teens com
hormônios fervendo. Que grande e perversa ironia. Ninguém aqui tem
idéia disso (entre outras razões, em função da necessidade de se
manter o anonimato), mas sabiam que JP Catavento estava entre
aqueles primeiros poucos milhares de profissionais que ajudaram a
construir a Internet comercial nos Estados Unidos? Pois é. Estão
orgulhosos dele agora? Parabéns. Inda bem que ter orgulho é de
graça, né?
* A imprensa brasileira é servil: Frouxa, Fraca & Feia. A começar por
“feia”: Meudeusdocéu, que figuras mais enervantes aquelas
apresentadoras da Globo (com honoríssimas exceções): As Bonitinhas
Indesejáveis. Volto ao tema depois.
* Galvão “Sapo Lambe-Lambe” Bueno assassinou mais um GP com sua
narração (tá mais pra CURRAção, talvez). É impressionante a
capacidade desse, hum, indivíduo para o bufonismo voluntário. E como
fala merda, deusdocéu. E, DE NOVO, se jactou de mais um grande
personagem da F1 que era velho conhecido seu e dos “brasileiros”
(??? meu, não), etc, etc (ver postings anteriores neste site). Mas
deixa eu perguntar, DE NOVO: Lambe-Lambe, meu filho, PORQUE então,
dada essa ENORME intimidade, você não fez sequer uma entrevistinha
relâmpago com a figura??? Ah, Lambe-Lambe ainda soltou algumas
daquelas patriotadas (proto-fascistas) que lhe são peculiares. Argh,
Galvão, você me causa espécie (e predadora de batráquios, claro).
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Roban Dalheiros e seus supostos prepostos expostos
Enquanto isso, a súcia de malfeitores reunida novamente com seu chefe
reposto e tresposto,
sem ser deposto e
sem estar recomposto,
portanto a contragosto
só pra votar mais um imposto
e não, deus dera, estar
maldisposto e interposto
na pilha de composto
Roban Dalheiros e mais, claro, suas fiéis ratazanas lambisgóias como o
PETISTA Aloizio Mercadante, tudo parece quase como antes.
JP só queria perguntar pra essa récua de rameiras porque, PORQUE e por
Javé, todos não declaram o respectivo voto dado no dia da votação. Eu
sei cretino, cala boca e escuta. Que todos declarem o voto dado no dia
12. Por exclusão e junto com outras evidências, daria pra ter uma
idéia muito boa de quem votou o quê.
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-*- Fri Sep 14 12:56:34 2007 -*-
Ai, sabe, são tantos sentimentos, mas tantas coisas, que sei
lá… (Argh!)
* Dia triste, hoje. Poliana-mente, pelo menos tem arroz e feijão. Veja
só, arroz e feijão à vontade, o que em si é uma ocasião. Mas JP é um
mimadão que fica sonhando (com “ão” e) com carne vermelha (branca,
amarela e roxa também servem; verde ainda não)! E uma salada, então,
daquelas de buffet! Quatro vergonhosas pratadas da filha-da-mãe. Que
saudade, meu deus, que saudade. O quê? Alguém falou batata frita?
Não, não, seria errado, anti-ético até. Assim também como um
pãozinho fresco. Nossa, minha boca fica assim engolindo, meus óculos
ficam cheios. Sabe, mundo, confesso que é meio chato ir morrendo
assim, como dizem, à míngua.
* Bem, passado o momento de auto-comiseração, é preciso dizer que JP
conseguiu fazer uma série de coisas hoje. Outras deixei de fazer,
novamente, como mandar mais mail inútil pra AB.
* E falando em e-mail inútil para AB, tenho ponderado se vale a pena
registrar aqui essa “troca” de correspondência, ou pelo menos parte
dela. Não sei, será que JP tem leitores jovens demais, que vão ficar
achando que coisas assim — tais como a história comum entre JP e AB
– são inevitáveis e acontecem com todo mundo? Não são e não
acontecem. Apenas aconteceram com JP, e talvez com meia-dúzia de
outros “escolhidos”, planeta afora.
* Essa minha quasi-paródia of Kipling’s “The Butterfly that Stamped”
teria sido para A.B. Cheftziba, meu quasi-amor:
There was never a Queen like Her,
From here to the wide world’s end;
But while She talked to a butterfly
You could only talk to a friend.
(Sim, sim, o original continua sendo melhor caso você nunca tenha
amado alguém como AB).
* My sweet Ms. Cheftziba, sempre tratei nossa correspondência prévia
(i.e., antes que você aprontasse aquela, que viria a ser a maior da
sua vida) como de resto tratei o latim: embolsei três versos de
Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e políticas,
para as despesas da conversação. Não contente, colhi de todas as
coisas a fraseologia, a casca, a ornamentação. O interessante é que
hoje estou convicto que você gostava daquela bobagem toda. Mesmo. A
ponto de rir. A ponto de, talvez, gostar um tico de mim, quem sabe
se até só por pena do seu miguilim.
It’s well beyond myself, my love.
Even if you, well, now reign from above,
Even if your body has never washed ashore,
Even if you, my love, are no more.
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
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* Aguardem: Um Jardim para Ananda Apple
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* Final de semana será longo, só, faminto, seco e desligado (o
governo não atende os indigentes digitais nesses dias). Mas, hey,
não dêem cabo da própria vida ainda: Eu volto. Acho.
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* Quem, hoje: Kipling, Machado de Assis, JP, Oswald
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ON INIQUITY
* Enquanto isso, em mais uma reunião da famosa récua de sibaritas,
estróinas, e gatunos, também conhecida como Senado Brasileiro, não é
que conseguiram inocentar Roban Bandalheiros? Vários fatos mereceriam
destaque, aí vão alguns:
* Seis abstenções fizeram o serviço, em sessão e votação
secretas. Seis covardes, canalhas, imundos, provavelmente todos do
PT. Sim, o Partido dos Trabalhadores, encabeçado pelo
caudilho-mor, ora presidente da república, e com o apoio de outros
como nosso nobre senador Aloizio Mercadante, que ora merece seu
próprio parágrafo.
* Aloizio, seu pulha, mas que grande gangster você se tornou,
hein? Seu rato, safado, sem-vergonha. Você não presta. Eu me
lembro, foi no episódio do mensalão que você começou a mostrar
as garrinhas em público. Agora a besta-fera se exibe por
inteiro, no seu ascoroso esplendor. Você é um canalha odioso. Eu
ia lhe comparar com uma barata se alimentando no esgoto, mas me
ocorreu o óbvio: que ela, a barata, esta apenas sendo barata,
enquanto você… também! Seria uma perversidade e eu não
recomendo isso a ninguém mas, tendo dito isso, me daria muito
mais prazer lhe enfiar uma bem no meio da cara do que no seu
próprio nobre colega, Canalheiros. Você é um traidor.
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
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Aviso: JP Catavento mente e copia. É só o que ele sabe fazer. Se acaso
possuísse esqueleto, sua condição é de invertebrado, não teria um
único osso honesto no corpo. Tudo aqui é mentira. O leitor, portanto,
é enfaticamente aconselhado a não se-lo. Dê uma boa cusparada e
fuja. Sai, xô, fora! E não volte mais.
E no primeiro dia, veio a escuridão…
* Enquanto isso, na reunião da famosa récua de saltimbancos, também
conhecida como Senado Brasileiro, se desenrola o…
Renan Canalheiros affair
* Fico imaginando cenas quase inenarráveis que podem ter se
descortinado na intimidade da alcova entre a JORNALISTA Mônica
Veloso e o PRESIDENTE DO SENADO, Sua Excelência Canalheiros. Que ele
tenha semblante suinóide ninguém vai negar. De fato, em se
abstraindo os óculos fica evidente a semelhança com Piggly Winks
(?), aquele porquinho do desenho da Discovery Kids. Agora, fico
imaginando esse cachaço, com as imperfeições expostas, tres
comprimidos de Viagra e meia-garrafa de puro-malte na cachola (com
os leais cumprimentos da empreiteira da vez), fungando no regaço da
JORNALISTA Mônica Veloso (1. É esse o nome dela? Não lembro direito,
mas também não faz muita diferença, pode ser apenas um nome de
caserna; 2. Algúem conhece qualquer matéria jornalística esta
senhora tenha produzido?, com exceção, claro, das matérias SOBRE
ela), pedindo pra ser chamado de, digamos, “meu coroné”, prontamente
atendido pela mensalista. Arre, além de escroque, o sicofanta parece
ser também um espírito de poucas luzes. E fiquemos por aqui, porque
aquele andar desfilado, bunda de elefante e corte de cabelo
mamãe-quero-ser-bicha, hum, sei não, seria ele… um salta-pocinhas?
* Sua Excelência Canalhareiros opera como uma espécie de caixa
eletrônico da humilhação. Recebe uma moeda e: humilha a si próprio
(bem, em terra de cínico, isso vale uma medalha), humilha sua
esposa, humilha até sua vagabunda e a criança que teve com ela,
humilha seus filhos e, last but not least, humilha o resto de nós,
que ganhamos a vida de um jeito diferente.
* E, ai jizuz, o que pensar da esposa de Sua Excelência? Que tipinho,
hein? Que bela fusão de amarra-cachorro, pau-mandado (no comment) e
bonifrates. Além de, claro, possuir a auto-estima de um bloco de
basalto. Aparece em público, mãozinha dada com o patife do maridão,
dias depois depois de ser exposta A TODO O PLANETA como a
corna-mansa do ano. Talvez a intenção tenha sido demonstrar que
“Nós, família unida e cristã, não tememos enfrentar os percalços da
vida”. E que percalços, hein terceira-dama, que percalços. Doze mil
deles, todos os meses, pontualmente. A senhora não tem o menor
vestígio de vergonha na cara, né? Nem sabe o que é isso: se deixa
humilhar mas não larga a teta (ainda que já meio caída) do marido.
* Pobre criança. Bem, mais ou menos, pois quando crescer terá uma
lista de desculpas absolutamente incontestáveis para qualquer
deslize que venha a cometer na vida: “O que esperam de mim, afinal,
filho de gangster com prostituta!”. Ou: “O fruto do ventre de mamã
tinha seu leitinho custeado pelas emendas de papá, menos orgulhoso
do seu rebento do que da mesada da empreiteira”. Ou mesmo:
“Pelamordedeus, exijo meu direito inato de ser bandido ou, pelo
menos, puto.”
* Mas fica registrada uma nota de louvor a Moniquinha, exclusivamente
pelos seus atributos físicos, dado que os intelectuais e,
principalmente, morais, estão fora de questão. Ela não chega a me
causar quenturas mas, se porventura tivesse certeza que não é
profissional, confesso que deixaria a marota me pagar um bacalhau à
murro, também conhecido na terrinha (verdade!, pergunta pra
lusitanada) como bacalhau a, bem, hum, err, em suma, bacalhau crú
preparado com o movimento enérgico dos punhos da cozinheira (ou
talvez, no caso, da jornalista), com muita cebola e, delícia,
boiando no extra-virgem. Ela (a refeição, claro), regada a espumante
italiana demi-sec (aquela do rótulo preto, da região do Vesúvio,
esqueci o nome), com um fiozito de licor de cassiz. (Oh god, I still
remember!). Depois disso, meus amigos e minhas amigas, só mesmo
chamando good old Bill Clinton: C’mon, Bill, bring over those fine
cigars of yours!
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
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Mas depois fez-se a luz…
* MARIANA GODOY
Nada, nadinha mesmo, no planeta que se destrói:
Nem, do outono a garoa da minha cidade,
Lembro, desde mais curta idade;
Tem as mãozinhas tão pequenas: juro, é verdade,
Como aquelas da Mariana Godoy.
Ref: Last line da última estrofe of E.E. Cummings’ poem:
(i do not know what is is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
—-> nobody,not even the rain,has such small hands <—-
MG,
É, eu sei, eu sei; tá feio, feio. Só madrugada, ainda assim,
única. Mas imagine, talvez, como Hip Hop. Melhorou? Não?
Okay. Hummm, digamos, Japanese drums in the background? Não tb?
Well, que tal Callas e di Stefano como trilha (Tosca ou, talvez,
Madariana Butterfly?). Não? Bem… Sei lá, então. Mas, por mais
remotamente provavel que seja, conseguir seqüestrar um sorriso
(mínimo, passante, dízimo, farsante, I don’t care), favor olhar
pro alto quando sair de casa pra trabalhá: o autor acabou de virar
aquela estrelinha, bem feliz, bem no canto; aquela que na véspera
não tava lá.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
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SENADO DO BRASIL
* E como se chama aquele bufão voluntário, escudeiro histriônico do
gangster? Aquele que parece um esfregão (a “mop”) de cabeça para
baixo, senador por Minas (PMDB, acho)? What a clown. Chamar o
congresso de zoológico é tripudiar covardemente em cima dos
animais. Há mais honestidade na flatulência de uma iguana marinha do
que em todos os segundos da iníqua existência dessa súcia de
malfeitores somados. Arre.
PRIMEIRO ESCALÃO
* Guido Mantega não é arrogante, mentiroso e obtuso à toa. Olhe BEM o
seu semblante. Observe com atenção. Estude à miude. Agora diga se
não é um caso de halitose crônica acompanhada de meia-dúzia de
furúnculos perianais. Convenhamos: é muito sofrimento junto.
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VAMOS ODIAR JUNTOS?
Personagem de hoje: Galvão Bueno
GALVÃO “SAPO LAMBE-LAMBE” BUENO
* Raramente, se sequer uma única vez, apareceu na espécie humana um
exemplar mais limoso (slimy) que ele. Mais chato que ele. Mais
bajulador que ele. Mais arrogante que ele. Ou, voila, simplesmente
PIOR que ele. Vamos então às facetas mais evidentes do Sapo
Lambe-Lambe:
* Lambe-Lambe, o narrador de Fórmula 1
* Isso dói, e dói muito. Sapão Veneno é capaz de repetir a mesma
coisa 15 ou mais vezes durante uma corrida, principalmente
quando ELE acha que bolou algo original ou importante (ah, o tal
do “macarrãozinho” comes to mind, entre centenas de outras
pérolas). Enquanto isso, a corrida vai se desenrolando,
ultrapassagens sendo feitas, acidentes cinematográficos, etc, e
Lambe-Lambe não se dignando a NARRAR a corrida para o resto de
nós, pobres bastardos que, parece, não estamos presentes no
autódromo.
* Lambe-Lambe tem certeza de não errar nunca. Ouviu? NUNCA! Por
definição. Mesmo quando está de fato errado (o que ocorre com
certa freqüência), desfala, refala, trefala, pósfala e
resvala. Tudo para dizer que não falou o que falou e que mesmo
errado, num sentido mais profundo, está, na verdade, certo.
* Lambe-Lambe adora torturar o telespectador com suas
reminiscências automobilísticas. Tipicamente, “Nesses trinta e
tantos anos de Fórmula 1″, etc, etc. Claro, contando sempre com
o endosso e a colaboração de seu comparsa e subalterno Reginaldo
Treme-Treme (outro batráquio, este, o mestre em leitura de
estatísticas ao vivo. Pelamordedeus, Nardão, printa na tela ou
põe no site. Don’t try so hard, please).
* Lambe-Lambe, o homem que faz parte da história da Fórmula 1: na
cabeça sapácea dele, APENAS, claro. Quem já não ouviu: “Joe Doe,
hoje na Williams, é uma grande figura”, ou “Nosso grande amigo
desde a época da Brabham, John Smith, com quem jantamos
ontem…”, ou então “O simpaticíssimo Holy Molly que…”. Pois
é, com tantas amizades ilustres, PORQUE SERÁ que você nunca,
NUNCA entrevista ninguém, seu limoso histriônico
linguarudo?. Imagino que não seria difícil, ao contrário, já
vejo na minha frente aqueles notáveis todos formando uma looonga
fila, aos trancos e sopapos, implorando pra que você, Lambão
Benzeno, o favorito de toda a comunidade, lhes dirija a palavra
(em português, claro, porque suas investidas em língua inglesa
são patéticas). Acorda, Galvão, vai ser bajulador assim na casa
da árvore! Ou, no caso específico seu, no fundo do pântano.
* Excessão HONROSA seja feita a LUCIANO BURTI. O ÚNICO que entende
de engenharia, mecânica, pista, competição, pilotagem e até
inglês. E mostra isso apesar de todas as tentativas
Lambe-Lâmbicas de minimizar, inibir, corrigir ou simplesmente
descartar os comentários do menino.
* Lambe-Lambe, o narrador de futebol
* Ele insiste e, claro, é chato e medíocre do mesmo
jeito. Empresta para essa atividade suas características
indesejáveis de falastrão indomável.
* Na mais completa e absoluta impossibilidade de conviver com vida
(com o perdão da colisão, seu sapão bufão) inteligente, deu um
chega pra lá no Casagrande pra cair de amores pelo Falcão — que
aliás tá muito mais pra Rolinha — o Treme-Treme do
futebol. Servil e bem-comportado. Um chato à altura do dono.
* Falando em dono, existem cachorros que são a cara do dono e
outros que, além disso, acabam desenvolvendo uma personalidade
parecida com o mesmo. Fico imaginando como seriam os cachorros
do Lambe-Lambe, também conhecidos como Lambe-Chorros, ou
simplesmente, Sapães.
* However, em nome da JUSTIÇA UNIVERSAL, Sapão Veneno leva jeito
de ser suportável numa mesa de bar: o tipo exagerado, ególatra,
só ele fala, etc, mas que ainda assim tem algumas histórias pra
contar (que entretanto devam ser absorvidas com uma tonelada de
sal por cima). Nesse ambiente, de relativa igualdade (já que
sempre haverá um ou outro cabotino por perto) e em minoria, um
ocasional “Cala a boca, Galvão!” seria ser suficiente para
mantê-lo dentro de um comportamento dito aceitável.
* Lambe-Lambe, o narrador de vôlei, basquete, ginástica,etc.
* Idem, ibidem. Ai jizuz, disso sabe menos ainda.
* Me ocorre que amanhã tem jogo da seleção. Como Lambe-Lambe está
em Monza, só poderá estragar UM evento esportivo. A não ser que,
ai jizuz, a Globo produza um clone da besta-fera. Pense nisso e
durma depois.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
-*- -*-
UM DIA NA VIDA DE JP
* Um dia, mas não hoje. Sábado quente, faminto e só. Na próxima, acho.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
-*- -*-
EPIFANIA
Personagem de hoje (e até a explosão do Sol): MARIANA GODOY
Vai aí um improviso, mas prometo um dia colocar tudo em ordem. E
claro, sem aviso.
Eles mandam ela vestir preto,
Tudo rigorosamente de acordo com o libreto.
[Ventre alegre do preto triste; Mariana, você existe!]
Atenção! Avisa a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Não a deixam sequer ficar em pé,
Ser por fim completa, soberana:
[Ana rara, rara humana, mana rara, Mariana]
Isso não! Ralha a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Ó cobiça! Ó opressão!
Ó injustiça! Ó depressão!
O firmamento vai cair sobre vossas cabaças,
Eu vos prometo, bacia das almas devassas!
_________________
Olha, Mari, tem também o Crides, descrevendo profeticamente o que se
passa dentro aqui do monstro, segunda a sexta, pontualmente as 06:30:
É um assalto subitâneo. O cataclismo irrompe arrebatadamente
na espiral vibrante de um ciclone. Descolmam-se as casas;
dobram-se, rangendo, e partem-se, estalando, os carandás
seculares; ilham-se os morros; alagoam-se os plainos…
_________________
Temas futuros:
* Mariana, a Sagaz.
* Os anéis de Mariana Godoy.
* Porque eu moveria a Serra do Mar quatro braças a noroeste se MG
estalasse os dedos.
* MG e futebol: Segundas, ~07:11.
* Mariana: Godoy ou Becker? (ou, A Casa do Lago)
* A ontologia de MG
* Vida após a morte vs. Vida após Mariana
* Estudos Marianos: Uma perspectiva espistemológica.
* MG and the SETI project.
* MG, JP e LW: Intersecções.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
-*- -*-
JP TEM MINHOCAS NA CABEÇA
No lugar dos pastéis e dos sanduíches, formas. Formas: largas,
bonitas, pegáveis. Blues. Guitar men. David Bowie knew it all.
Falangetas na têmpora: Despair-Thinking. No one cares. Laugh you not.
Guitar man.
Guitar man.
Guitar man.
I’m still here, my love.
No guitar at all, and almost no man.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
-*- -*-
UM DIA NA VIDA DE JP
Hummm, melhor não. Hoje não. Outro dia, talvez. Hoje: muito sol,
desesperança, turbilhão. & Fome.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
* JP::To-Go:::2
—————
link:
Time-stamp:
_________________
-*- -*-
MARIANA GODOY
A Tempestade Que CHEGA é da Cor dos TEUS OLHOS.
Legião Urbana, circa 1985.
a tempestade é que dá cor:
CHEGA dos TEUS OLHOS!
–JP
Mariana has gentle, unguarded eyes.
_________________
-*- -*-
PROFECIAS
* Como diria Jão Zirão, o apóstolo:
Tempus edax rerum.
(que na verdade é Ovídio, Metamorfoses (acho).
___
LÍLITCHKA!
Em lugar de uma carta
Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto -
um capítulo do inferno de Krutchônikh(*).
Recorda -
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração – aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos – rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
Vladimir Maiakóvski
26 de maio de 1916, Petrogrado
Tradução de Augusto de Campos
(*) Alusão ao poema “Um Jogo no Inferno”, de A. Krutchônikh e
V. Khliébnikov.
* Mariana.Godoy:The.Blog
————————
link:
Time-stamp:
Prâmbulo: Comecei este blog por duas razões. Primeiro, porque logo que
foi ao ar o blog original (catavento.shoutpost.com) com as
referências à Mariana G., recebi algumas mensagens com
alusões grosseiras a ela. Isso não vale. Mariana é pra ser
celebrada, não vulgarizada por meia dúzia de sibaritas,
chalaceiros e capadócios. Qualquer candidadura à colaboração
deve ser feita via e-mail .
Segundo, porque no blog original falo mal de alguns dos
colegas de trabalho de MG e não quero correr o mais remoto
risco de que ela se senta ofendida por meu intermédio.
Long live and prosper, Mariana.
_________________
-*- -*-
* MARIANA GODOY
Nada, nadinha mesmo, no planeta que se destrói:
Nem, do outono a garoa da minha cidade,
Lembro, desde mais curta idade;
Tem as mãozinhas tão pequenas: juro, é verdade,
Como aquelas da Mariana Godoy.
Ref: Last line da última estrofe of E.E. Cummings’ poem:
(i do not know what is is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
—-> nobody,not even the rain,has such small hands nobody,not even the rain,has such small hands <—-
MG,
É, eu sei, eu sei; tá feio, feio. Só madrugada, ainda assim,
única. Mas imagine, talvez, como Hip Hop. Melhorou? Não?
Okay. Hummm, digamos, Japanese drums in the background? Não tb?
Well, que tal Callas e di Stefano como trilha (Tosca ou, talvez,
Madariana Butterfly?). Não? Bem… Sei lá, então. Mas, por mais
remotamente provavel que seja, conseguir seqüestrar um sorriso
(mínimo, passante, dízimo, farsante, I don’t care), favor olhar
pro alto quando sair de casa pra trabalhá: o autor acabou de virar
aquela estrelinha, bem feliz, bem no canto; aquela que na véspera
não tava lá.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
-*- -*-
SENADO DO BRASIL
* E como se chama aquele bufão voluntário, escudeiro histriônico do
gangster? Aquele que parece um esfregão (a “mop”) de cabeça para
baixo, senador por Minas (PMDB, acho)? What a clown. Chamar o
congresso de zoológico é tripudiar covardemente em cima dos
animais. Há mais honestidade na flatulência de uma iguana marinha do
que em todos os segundos da iníqua existência dessa súcia de
malfeitores somados. Arre.
PRIMEIRO ESCALÃO
* Guido Mantega não é arrogante, mentiroso e obtuso à toa. Olhe BEM o
seu semblante. Observe com atenção. Estude à miude. Agora diga se
não é um caso de halitose crônica acompanhada de meia-dúzia de
furúnculos perianais. Convenhamos: é muito sofrimento junto.
_________________
-*- -*-
VAMOS ODIAR JUNTOS?
Personagem de hoje: Galvão Bueno
GALVÃO “SAPO LAMBE-LAMBE” BUENO
* Raramente, se sequer uma única vez, apareceu na espécie humana um
exemplar mais limoso (slimy) que ele. Mais chato que ele. Mais
bajulador que ele. Mais arrogante que ele. Ou, voila, simplesmente
PIOR que ele. Vamos então às facetas mais evidentes do Sapo
Lambe-Lambe:
* Lambe-Lambe, o narrador de Fórmula 1
* Isso dói, e dói muito. Sapão Veneno é capaz de repetir a mesma
coisa 15 ou mais vezes durante uma corrida, principalmente
quando ELE acha que bolou algo original ou importante (ah, o tal
do “macarrãozinho” comes to mind, entre centenas de outras
pérolas). Enquanto isso, a corrida vai se desenrolando,
ultrapassagens sendo feitas, acidentes cinematográficos, etc, e
Lambe-Lambe não se dignando a NARRAR a corrida para o resto de
nós, pobres bastardos que, parece, não estamos presentes no
autódromo.
* Lambe-Lambe tem certeza de não errar nunca. Ouviu? NUNCA! Por
definição. Mesmo quando está de fato errado (o que ocorre com
certa freqüência), desfala, refala, trefala, pósfala e
resvala. Tudo para dizer que não falou o que falou e que mesmo
errado, num sentido mais profundo, está, na verdade, certo.
* Lambe-Lambe adora torturar o telespectador com suas
reminiscências automobilísticas. Tipicamente, “Nesses trinta e
tantos anos de Fórmula 1″, etc, etc. Claro, contando sempre com
o endosso e a colaboração de seu comparsa e subalterno Reginaldo
Treme-Treme (outro batráquio, este, o mestre em leitura de
estatísticas ao vivo. Pelamordedeus, Nardão, printa na tela ou
põe no site. Don’t try so hard, please).
* Lambe-Lambe, o homem que faz parte da história da Fórmula 1: na
cabeça sapácea dele, APENAS, claro. Quem já não ouviu: “Joe Doe,
hoje na Williams, é uma grande figura”, ou “Nosso grande amigo
desde a época da Brabham, John Smith, com quem jantamos
ontem…”, ou então “O simpaticíssimo Holy Molly que…”. Pois
é, com tantas amizades ilustres, PORQUE SERÁ que você nunca,
NUNCA entrevista ninguém, seu limoso histriônico
linguarudo?. Imagino que não seria difícil, ao contrário, já
vejo na minha frente aqueles notáveis todos formando uma looonga
fila, aos trancos e sopapos, implorando pra que você, Lambão
Benzeno, o favorito de toda a comunidade, lhes dirija a palavra
(em português, claro, porque suas investidas em língua inglesa
são patéticas). Acorda, Galvão, vai ser bajulador assim na casa
da árvore! Ou, no caso específico seu, no fundo do pântano.
* Excessão HONROSA seja feita a LUCIANO BURTI. O ÚNICO que entende
de engenharia, mecânica, pista, competição, pilotagem e até
inglês. E mostra isso apesar de todas as tentativas
Lambe-Lâmbicas de minimizar, inibir, corrigir ou simplesmente
descartar os comentários do menino.
* Lambe-Lambe, o narrador de futebol
* Ele insiste e, claro, é chato e medíocre do mesmo
jeito. Empresta para essa atividade suas características
indesejáveis de falastrão indomável.
* Na mais completa e absoluta impossibilidade de conviver com vida
(com o perdão da colisão, seu sapão bufão) inteligente, deu um
chega pra lá no Casagrande pra cair de amores pelo Falcão — que
aliás tá muito mais pra Rolinha — o Treme-Treme do
futebol. Servil e bem-comportado. Um chato à altura do dono.
* Falando em dono, existem cachorros que são a cara do dono e
outros que, além disso, acabam desenvolvendo uma personalidade
parecida com o mesmo. Fico imaginando como seriam os cachorros
do Lambe-Lambe, também conhecidos como Lambe-Chorros, ou
simplesmente, Sapães.
* However, em nome da JUSTIÇA UNIVERSAL, Sapão Veneno leva jeito
de ser suportável numa mesa de bar: o tipo exagerado, ególatra,
só ele fala, etc, mas que ainda assim tem algumas histórias pra
contar (que entretanto devam ser absorvidas com uma tonelada de
sal por cima). Nesse ambiente, de relativa igualdade (já que
sempre haverá um ou outro cabotino por perto) e em minoria, um
ocasional “Cala a boca, Galvão!” seria ser suficiente para
mantê-lo dentro de um comportamento dito aceitável.
* Lambe-Lambe, o narrador de vôlei, basquete, ginástica,etc.
* Idem, ibidem. Ai jizuz, disso sabe menos ainda.
* Me ocorre que amanhã tem jogo da seleção. Como Lambe-Lambe está
em Monza, só poderá estragar UM evento esportivo. A não ser que,
ai jizuz, a Globo produza um clone da besta-fera. Pense nisso e
durma depois.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
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-*- -*-
UM DIA NA VIDA DE JP
* Um dia, mas não hoje. Sábado quente, faminto e só. Na próxima, acho.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
-*- -*-
EPIFANIA
Personagem de hoje (e até a explosão do Sol): MARIANA GODOY
Vai aí um improviso, mas prometo um dia colocar tudo em ordem. E
claro, sem aviso.
Eles mandam ela vestir preto,
Tudo rigorosamente de acordo com o libreto.
[Ventre alegre do preto triste; Mariana, você existe!]
Atenção! Avisa a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Não a deixam sequer ficar em pé,
Ser por fim completa, soberana:
[Ana rara, rara humana, mana rara, Mariana]
Isso não! Ralha a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Ó cobiça! Ó opressão!
Ó injustiça! Ó depressão!
O firmamento vai cair sobre vossas cabaças,
Eu vos prometo, bacia das almas devassas!
_________________
Olha, Mari, tem também o Crides, descrevendo profeticamente o que se
passa dentro aqui do monstro, segunda a sexta, pontualmente as 06:30:
É um assalto subitâneo. O cataclismo irrompe arrebatadamente
na espiral vibrante de um ciclone. Descolmam-se as casas;
dobram-se, rangendo, e partem-se, estalando, os carandás
seculares; ilham-se os morros; alagoam-se os plainos…
_________________
Temas futuros:
* Mariana, a Sagaz.
* Os anéis de Mariana Godoy.
* Porque eu moveria a Serra do Mar quatro braças a noroeste se MG
estalasse os dedos.
* MG e futebol: Segundas, ~07:11.
* Mariana: Godoy ou Becker? (ou, A Casa do Lago)
* A ontologia de MG
* Vida após a morte vs. Vida após Mariana
* Estudos Marianos: Uma perspectiva espistemológica.
* MG and the SETI project.
* MG, JP e LW: Intersecções.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
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-*- -*-
JP TEM MINHOCAS NA CABEÇA
No lugar dos pastéis e dos sanduíches, formas. Formas: largas,
bonitas, pegáveis. Blues. Guitar men. David Bowie knew it all.
Falangetas na têmpora: Despair-Thinking. No one cares. Laugh you not.
Guitar man.
Guitar man.
Guitar man.
I’m still here, my love.
No guitar at all, and almost no man.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
-*- -*-
UM DIA NA VIDA DE JP
Hummm, melhor não. Hoje não. Outro dia, talvez. Hoje: muito sol,
desesperança, turbilhão. & Fome.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
* JP::To-Go:::2
—————
link:
Time-stamp:
_________________
-*- -*-
MARIANA GODOY
A Tempestade Que CHEGA é da Cor dos TEUS OLHOS.
Legião Urbana, circa 1985.
a tempestade é que dá cor:
CHEGA dos TEUS OLHOS!
–JP
Mariana has gentle, unguarded eyes.
_________________
-*- -*-
PROFECIAS
* Como diria Jão Zirão, o apóstolo:
Tempus edax rerum.
(que na verdade é Ovídio, Metamorfoses (acho).
___
LÍLITCHKA!
Em lugar de uma carta
Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto -
um capítulo do inferno de Krutchônikh(*).
Recorda -
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração – aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos – rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
Vladimir Maiakóvski
26 de maio de 1916, Petrogrado
Tradução de Augusto de Campos
(*) Alusão ao poema “Um Jogo no Inferno”, de A. Krutchônikh e
V. Khliébnikov.
* Mariana.Godoy:The.Blog
————————
link:
Time-stamp:
Prâmbulo: Comecei este blog por duas razões. Primeiro, porque logo que
foi ao ar o blog original (catavento.shoutpost.com) com as
referências à Mariana G., recebi algumas mensagens com
alusões grosseiras a ela. Isso não vale. Mariana é pra ser
celebrada, não vulgarizada por meia dúzia de sibaritas,
chalaceiros e capadócios. Qualquer candidadura à colaboração
deve ser feita via e-mail .
Segundo, porque no blog original falo mal de alguns dos
colegas de trabalho de MG e não quero correr o mais remoto
risco de que ela se senta ofendida por meu intermédio.
Long live and prosper, Mariana.
_________________
-*- -*-
* MARIANA GODOY
Nada, nadinha mesmo, no planeta que se destrói:
Nem, do outono a garoa da minha cidade,
Lembro, desde mais curta idade;
Tem as mãozinhas tão pequenas: juro, é verdade,
Como aquelas da Mariana Godoy.
Ref: Last line da última estrofe of E.E. Cummings’ poem:
(i do not know what is is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
—-> nobody,not even the rain,has such small hands <—-
MG,
É, eu sei, eu sei; tá feio, feio. Só madrugada, ainda assim,
única. Mas imagine, talvez, como Hip Hop. Melhorou? Não?
Okay. Hummm, digamos, Japanese drums in the background? Não tb?
Well, que tal Callas e di Stefano como trilha (Tosca ou, talvez,
Madariana Butterfly?). Não? Bem… Sei lá, então. Mas, por mais
remotamente provavel que seja, conseguir seqüestrar um sorriso
(mínimo, passante, dízimo, farsante, I don’t care), favor olhar
pro alto quando sair de casa pra trabalhá: o autor acabou de virar
aquela estrelinha, bem feliz, bem no canto; aquela que na véspera
não tava lá.
–JP
_________________
_________________
-*- -*-
EPIFANIA
Personagem de hoje (e até a explosão do Sol): MARIANA GODOY
Vai aí um improviso, mas prometo um dia colocar tudo em ordem. E
claro, sem aviso.
Eles mandam ela vestir preto,
Tudo rigorosamente de acordo com o libreto.
[Ventre alegre do preto triste; Mariana, você existe!]
Atenção! Avisa a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Não a deixam sequer ficar em pé,
Ser por fim completa, soberana:
[Ana rara, rara humana, mana rara, Mariana]
Isso não! Ralha a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Ó cobiça! Ó opressão!
Ó injustiça! Ó depressão!
O firmamento vai cair sobre vossas cabaças,
Eu vos prometo, bacia das almas devassas!
_________________
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Olha, Mari, tem também o Crides, descrevendo profeticamente o que se
passa dentro aqui do monstro, segunda a sexta, pontualmente as 06:30:
É um assalto subitâneo. O cataclismo irrompe arrebatadamente
na espiral vibrante de um ciclone. Descolmam-se as casas;
dobram-se, rangendo, e partem-se, estalando, os carandás
seculares; ilham-se os morros; alagoam-se os plainos…
_________________
Temas futuros:
* Mariana, a Sagaz.
* Os anéis de Mariana Godoy.
* Porque eu moveria a Serra do Mar quatro braças a noroeste se MG
estalasse os dedos.
* MG e futebol: Segundas, ~07:11.
* Mariana: Godoy ou Becker? (ou, A Casa do Lago)
* A ontologia de MG
* Vida após a morte vs. Vida após Mariana
* Estudos Marianos: Uma perspectiva espistemológica.
* MG and the SETI project.
* MG, JP e LW: Intersecções.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
MARIANA GODOY
A Tempestade Que CHEGA é da Cor dos TEUS OLHOS.
Legião Urbana, circa 1985.
a tempestade é que dá cor:
CHEGA dos TEUS OLHOS!
–JP
Mariana has gentle, unguarded eyes.
_________________
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
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_________________
MAIS PROFECIAS
* VM escreve um poema para MG em 1916! O título original é Lílitchka!,
esposa do seu amigo Óssip Brik. Mas tenho a convição que foi na
verdade para Mariana. Bem, pelo menos é um pouco do que eu gostaria
de dizer pra ela.
LÍLITCHKA!
Em lugar de uma carta
Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto -
um capítulo do inferno de Krutchônikh(*).
Recorda -
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração – aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos – rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
Vladimir Maiakóvski
26 de maio de 1916, Petrogrado
Tradução de Augusto de Campos
(*) Alusão ao poema “Um Jogo no Inferno”, de A. Krutchônikh e
V. Khliébnikov.
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Temas futuros:
* Mariana, a Sagaz.
* Os anéis e alianças de Mariana Godoy: Estética ou Política?
* Porque eu moveria a Serra do Mar quatro braças a noroeste se MG
estalasse os dedos dos pés.
* MG e futebol: Segundas, ~07:11.
* Mariana: Godoy ou Becker? (ou, A Casa do Lago)
* A ontologia de MG
* Vida após a morte vs. Vida após Mariana
* Estudos Marianos: Uma perspectiva epistemológica.
* MG and the SETI project.
* MG, JP e LW: Intersecções e Desencontros.
* Mariana Godoy na tela prateada: “Love Actually”
* Eclipse parcial do sol como metáfora negativa para MG
–JP
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Para não dizer que não falei: Um Jardim para Ananda Apple
Posted on Sep 17, 2007
* JP::To-Go
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link:
Time-stamp: Mon Sep 17 2007 10:05:17
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Lembrando que:
* Todo o material relativo à Mariana Godoy está sendo transferido para
o outro blog , dedicado
exclusivamente à celebração de sua existência.
* Tudo o que o afoito visitante vai, porventura, ler aí embaixo não
passa de mentira e/ou ficção. Mesmo se JP não fosse invertebrado,
não teria um único osso verdadeiro no corpo. You have been
warned. Agora xô, passa, vá embora. E não volte mais!
* Finalmente, atendendo a quaquilhões de pedidos e súplicas: Vocês tem
razão, é mesmo muito complexo, o melhor mesmo é procurar outros
sites. A leitura do material publicado em outros dias exige,
certamente, uma inteligência privilegiada além de uma formação
acadêmica sólida em várias disciplinas, todas permeadas pela mais
alta tecnologia. Enquanto isso, tente, por favor, CLICAR NO DIABO
DO MÊS AÍ AO LADO PARA TER ACESSO AO MATERIAL RESPECTIVO!!! Arre.
* E-mail: jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
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-*- Sun Sep 16 19:40:03 2007 -*-
Para não dizer que não falei:
UM JARDIM PARA ANANDA APPLE
Take One:
Part One:
For Herbs, Flowers’n Friends: Os ingredientes
6-8m de diâmetro.
Plantas: O meio fica vazio mesmo, com um banco (depois) e chão de
tomilho, esparramado (libera aroma quando pisado), geometricamente
dividido entre Thymus vulgaris (flor branca) e serphylum (flor
rosa). O contorno externo é delimitado com sobras de granito e
mármore, cores afins, fincados no chão (grama). Ruído sutil de
água. À partir do extremo mais próximo da cozinha: orégano, sálvia
erva (officinalis) flor branca (albiflora), sálvia flor (vermelha),
artemísia, basílico (folha larga, deixar florir), cuentro (alguns
floridos), pimenta comari, begônias, gengibre (sempre alguns bem
altos), rosa amarela gigante (planta mais baixa e “encopada”
possível), rosa vermelha, grande, diametralmente oposta, alho
(a.k.a., the stinking rose, therefore planted next to its peers),
variedade roxa grande (flor também arroxeada), seguido de alho
“caipira” (pequeno, com flor pequena, branca), camomila (um exagero
delas), pimenta malagueta, basílico de folha roxa, begônias roxas,
interpolated. Menta, hortelâ e alyssum branco, intercalados.
Funcho. 4 ou 5 plantas de tomate cereja em cachos. Lavanda. No
extremo oposto, o maior pé de alecrim possível (deixar florir).
Banco: Madeira re-utilizada e/ou sem tratamento, porém ergonômico.
Quase 3m. Numa extremidade dois indíviduos sentados, olhando um para
o outro (e.g., armações de ferro de manequins antigos, figuras de
concreto, etc), codinomes Paula e Bebeto (qualquer maneira só vale a
pena se a alma não for pequena). Lembrança de velhos amigos,
quaisquer. Dia ido, quase. No outro extremo do banco, AA baixa o
livro — pouca luz, ajeita a taça de vinho em cima do banco (como se
a mancha ainda imaginária não deixasse o móvel ainda mais
agradável). Olha para os bonecos. Impossível não perceber os aromas
do pequeno jardim àquela hora. Da varanda da cozinha, onde fica o
fogão externo, vem um cheiro suave, prosaico, de batata frita. Na
mesma varanda uma mesa comprida, posta numa ponta, para poucas
pessoas. Quantas serão… Já não dá pra ver. Últimos piados, aromas,
vento resfriado, silêncio. O derradeiro belisco de luz, mas ainda dá
pra ler o aforisma número 7 (sem contexto algum, mas quem se
importa) do Tractatus, gravado no encosto do banco. Da cozinha quase
invisível, uma voz rompe o quadro, sem rasgá-lo: – Vem sentar,
Ananda. Vou servir você.
Take one:
Part Two: A disposição (coming soon)
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catavento.shoutpost.com
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-*- Sun Sep 16 18:57:03 2007 -*-
Weekend’s highlights:
* Ainda sem acesso à Internet e sem muita perspectiva disso
mudar. Ainda sujeito à ajuda do governo aos indigentes (digitais e
não somente): Meia hora/dia, em meio à balbúrdia de teens com
hormônios fervendo. Que grande e perversa ironia. Ninguém aqui tem
idéia disso (entre outras razões, em função da necessidade de se
manter o anonimato), mas sabiam que JP Catavento estava entre
aqueles primeiros poucos milhares de profissionais que ajudaram a
construir a Internet comercial nos Estados Unidos? Pois é. Estão
orgulhosos dele agora? Parabéns. Inda bem que ter orgulho é de
graça, né?
* A imprensa brasileira é servil: Frouxa, Fraca & Feia. A começar por
“feia”: Meudeusdocéu, que figuras mais enervantes aquelas
apresentadoras da Globo (com honoríssimas exceções): As Bonitinhas
Indesejáveis. Volto ao tema depois.
* Galvão “Sapo Lambe-Lambe” Bueno assassinou mais um GP com sua
narração (tá mais pra CURRAção, talvez). É impressionante a
capacidade desse, hum, indivíduo para o bufonismo voluntário. E como
fala merda, deusdocéu. E, DE NOVO, se jactou de mais um grande
personagem da F1 que era velho conhecido seu e dos “brasileiros”
(??? meu, não), etc, etc (ver postings anteriores neste site). Mas
deixa eu perguntar, DE NOVO: Lambe-Lambe, meu filho, PORQUE então,
dada essa ENORME intimidade, você não fez sequer uma entrevistinha
relâmpago com a figura??? Ah, Lambe-Lambe ainda soltou algumas
daquelas patriotadas (proto-fascistas) que lhe são peculiares. Argh,
Galvão, você me causa espécie (e predadora de batráquios, claro).
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Roban Dalheiros e seus supostos prepostos expostos
Enquanto isso, a súcia de malfeitores reunida novamente com seu chefe
reposto e tresposto,
sem ser deposto e
sem estar recomposto,
portanto a contragosto
só pra votar mais um imposto
e não, deus dera, estar
maldisposto e interposto
na pilha de composto
Roban Dalheiros e mais, claro, suas fiéis ratazanas lambisgóias como o
PETISTA Aloizio Mercadante, tudo parece quase como antes.
JP só queria perguntar pra essa récua de rameiras porque, PORQUE e por
Javé, todos não declaram o respectivo voto no dia da votação. Eu sei
cretino, cala boca e escuta. Que todos declarem o voto dado no dia
12. Por exclusão e junto com outras evidências, daria pra ter uma
idéia muito boa de quem votou o quê.
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-*- Fri Sep 14 12:56:34 2007 -*-
Ai, sabe, são tantos sentimentos, tantas coisas loucas, que sei
lá… (Argh!)
* Dia triste, hoje. Poliana-mente, pelo menos tem arroz e feijão. Veja
só, arroz e feijão à vontade, o que em si é uma ocasião. Mas JP é um
mimadão que fica sonhando (com “ão” e) com carne vermelha (branca,
amarela e roxa também servem; verde ainda não)! E uma salada, então,
daquelas de buffet! Quatro vergonhosas pratadas da filha-da-mãe. Que
saudade, meu deus, que saudade. O quê? Alguém falou batata frita?
Não, não, seria errado, anti-ético até. Assim também como um
pãozinho fresco. Nossa, minha boca fica assim engolindo, meus óculos
ficam cheios. Sabe, mundo, confesso que é meio chato ir morrendo
assim, como dizem, à míngua.
* Bem, passado o momento de auto-comiseração, é preciso dizer que JP
conseguiu fazer uma série de coisas hoje. Outras deixei de fazer,
novamente, como mandar mais mail inútil pra AB.
* E falando em e-mail inútil para AB, tenho ponderado se vale a pena
registrar aqui essa “troca” de correspondência, ou pelo menos parte
dela. Não sei, será que JP tem leitores jovens demais, que vão ficar
achando que coisas assim — tais como a história comum entre JP e AB
– são inevitáveis e acontecem com todo mundo? Não são e não
acontecem. Apenas aconteceram com JP, e talvez com meia-dúzia de
outros “escolhidos”, planeta afora.
* Essa minha quasi-paródia of Kipling’s “The Butterfly that Stamped”
teria sido para A.B. Cheftzba, meu quasi-amor:
There was never a Queen like Her,
From here to the wide world’s end;
But while She talked to a butterfly
You could only talk to a friend.
(Sim, sim, o original continua sendo melhor caso você nunca tenha
amado alguém como AB).
* My sweet Ms. Cheftzba, sempre tratei nossa correspondência prévia
(i.e., antes que você aprontasse aquela, que viria a ser a maior da
sua vida) como de resto tratei o latim: embolsei três versos de
Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e políticas,
para as despesas da conversação. Não contente, colhi de todas as
coisas a fraseologia, a casca, a ornamentação. O interessante é que
hoje estou convicto que você gostava daquela bobagem toda. Mesmo. A
ponto de rir. A ponto de, talvez, gostar um tico de mim, quem sabe
se até só por pena do seu miguilim.
It’s well beyond myself, my love.
Even if you, well, now reign from above,
Even if your body has never washed ashore,
Even if you, my love, are no more.
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catavento.shoutpost.com
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* Aguardem: Um Jardim para Ananda Apple
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* Final de semana será longo, só, faminto, seco e desligado (o
governo não atende os indigentes digitais nesses dias). Mas, hey,
não dêem cabo da própria vida ainda: Eu volto. Acho.
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* Quem, hoje: Kipling, Machado de Assis, JP, Oswald
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ON INIQUITY
* Enquanto isso, em mais uma reunião da famosa récua de sibaritas,
estróinas, e gatunos, também conhecida como Senado Brasileiro, não é
que conseguiram inocentar Roban Bandalheiros? Vários fatos mereceriam
destaque, aí vão alguns:
* Seis abstenções fizeram o serviço, em sessão e votação
secretas. Seis covardes, canalhas, imundos, provavelmente todos do
PT. Sim, o Partido dos Trabalhadores, encabeçado pelo
caudilho-mor, ora presidente da república, e com o apoio de outros
como nosso nobre senador Aloizio Mercadante, que ora merece seu
próprio parágrafo.
* Aloizio, seu pulha, mas que grande gangster você se tornou,
hein? Seu rato, safado, sem-vergonha. Você não presta. Eu me
lembro, foi no episódio do mensalão que você começou a mostrar
as garrinhas em público. Agora a besta-fera se exibe por
inteiro, no seu ascoroso esplendor. Você é um canalha odioso. Eu
ia lhe comparar com uma barata se alimentando no esgoto, mas me
ocorreu o óbvio: que ela, a barata, esta apenas sendo barata,
enquanto você… também! Seria uma perversidade e eu não
recomendo isso a ninguém mas, tendo dito isso, me daria muito
mais prazer lhe enfiar uma bem no meio da cara do que no seu
próprio nobre colega, Canalheiros. Você é um traidor.
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Aviso: JP Catavento mente e copia. É só o que ele sabe fazer. Se acaso
possuísse esqueleto, sua condição é de invertebrado, não teria um
único osso honesto no corpo. Tudo aqui é mentira. O leitor, portanto,
é enfaticamente aconselhado a não se-lo. Dê uma boa cusparada e
fuja. Sai, xô, fora! E não volte mais.
E no primeiro dia, veio a escuridão…
* Enquanto isso, na reunião da famosa récua de saltimbancos, também
conhecida como Senado Brasileiro, se desenrola o…
Renan “Piggly Winks” Canalheiros affair
* Fico imaginando cenas quase inenarráveis que podem ter se
descortinado na intimidade da alcova entre a JORNALISTA Mônica
Veloso e o PRESIDENTE DO SENADO, Sua Excelência Canalheiros. Que ele
tenha semblante suinóide ninguém vai negar. De fato, em se
abstraindo os óculos fica evidente a semelhança com Piggly Winks
(?), aquele porquinho do desenho da Discovery Kids e, mantidos os
óculos, com o avô do mesmo. Agora, fico imaginando esse cachaço, com
as imperfeições expostas, tres comprimidos de Viagra e meia-garrafa
de puro-malte na cachola (com os leais cumprimentos da empreiteira
da vez), fungando no regaço da JORNALISTA Mônica Veloso (1. É esse o
nome dela? Não lembro direito, mas também não faz muita diferença,
pode ser apenas um nome de caserna; 2. Algúem conhece qualquer
matéria jornalística esta senhora tenha produzido?, com exceção,
claro, das matérias SOBRE ela), pedindo pra ser chamado de, digamos,
“meu coroné”, prontamente atendido pela mensalista. Arre, além de
escroque, o sicofanta parece ser também um espírito de poucas
luzes. E fiquemos por aqui, porque aquele andar desfilado, bunda de
elefante e corte de cabelo mamãe-quero-ser-bicha, hum, sei não,
seria ele… um salta-pocinhas?
* Sua Excelência Canalhareiros opera como uma espécie de caixa
eletrônico da humilhação. Recebe uma moeda e: humilha a si próprio
(bem, em terra de cínico, isso vale uma medalha), humilha sua
esposa, humilha até sua vagabunda e a criança que teve com ela,
humilha seus filhos e, last but not least, humilha o resto de nós,
que ganhamos a vida de um jeito diferente.
* E, ai jizuz, o que pensar da esposa de Sua Excelência? Que tipinho,
hein? Que bela fusão de amarra-cachorro, pau-mandado (no comment) e
bonifrates. Além de, claro, possuir a auto-estima de um bloco de
basalto. Aparece em público, mãozinha dada com o patife do maridão,
dias depois depois de ser exposta A TODO O PLANETA como a
corna-mansa do ano. Talvez a intenção tenha sido demonstrar que
“Nós, família unida e cristã, não tememos enfrentar os percalços da
vida”. E que percalços, hein terceira-dama, que percalços. Doze mil
deles, todos os meses, pontualmente. A senhora não tem o menor
vestígio de vergonha na cara, né? Nem sabe o que é isso: se deixa
humilhar mas não larga a teta (ainda que já meio caída) do marido.
* Pobre criança. Bem, mais ou menos, pois quando crescer terá uma
lista de desculpas absolutamente incontestáveis para qualquer
deslize que venha a cometer na vida: “O que esperam de mim, afinal,
filho de gangster com prostituta!”. Ou: “O fruto do ventre de mamã
tinha seu leitinho custeado pelas emendas de papá, menos orgulhoso
do seu rebento do que da mesada da empreiteira”. Ou mesmo:
“Pelamordedeus, exijo meu direito inato de ser bandido ou, pelo
menos, puto.”
* Mas fica registrada uma nota de louvor a Moniquinha, exclusivamente
pelos seus atributos físicos, dado que os intelectuais e,
principalmente, morais, estão fora de questão. Ela não chega a me
causar quenturas mas, se porventura tivesse certeza que não é
profissional, confesso que deixaria a marota me pagar um bacalhau à
murro, também conhecido na terrinha (verdade!, pergunta pra
lusitanada) como bacalhau a, bem, hum, err, em suma, bacalhau crú
preparado com o movimento enérgico dos punhos da cozinheira (ou
talvez, no caso, da jornalista), com muita cebola e, delícia,
boiando no extra-virgem. Ela (a refeição, claro), regada a espumante
italiana demi-sec (aquela do rótulo preto, da região do Vesúvio,
esqueci o nome), com um fiozito de licor de cassiz. (Oh god, I still
remember!). Depois disso, meus amigos e minhas amigas, só mesmo
chamando good old Bill Clinton: C’mon, Bill, bring over those fine
cigars of yours!
–JP
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Mas depois fez-se a luz…
* MARIANA GODOY
Nada, nadinha mesmo, no planeta que se destrói:
Nem, do outono a garoa da minha cidade,
Lembro, desde mais curta idade;
Tem as mãozinhas tão pequenas: juro, é verdade,
Como aquelas da Mariana Godoy.
Ref: Last line da última estrofe of E.E. Cummings’ poem:
(i do not know what is is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
—-> nobody,not even the rain,has such small hands <—-
MG,
É, eu sei, eu sei; tá feio, feio. Só madrugada, ainda assim,
única. Mas imagine, talvez, como Hip Hop. Melhorou? Não?
Okay. Hummm, digamos, Japanese drums in the background? Não tb?
Well, que tal Callas e di Stefano como trilha (Tosca ou, talvez,
Madariana Butterfly?). Não? Bem… Sei lá, então. Mas, por mais
remotamente provavel que seja, conseguir seqüestrar um sorriso
(mínimo, passante, dízimo, farsante, I don’t care), favor olhar
pro alto quando sair de casa pra trabalhá: o autor acabou de virar
aquela estrelinha, bem feliz, bem no canto; aquela que na véspera
não tava lá.
–JP
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SENADO DO BRASIL
* E como se chama aquele bufão voluntário, escudeiro histriônico do
gangster? Aquele que parece um esfregão (a “mop”) de cabeça para
baixo, senador por Minas (PMDB, acho)? What a clown. Chamar o
congresso de zoológico é tripudiar covardemente em cima dos
animais. Há mais honestidade na flatulência de uma iguana marinha do
que em todos os segundos da iníqua existência dessa súcia de
malfeitores somados. Arre.
PRIMEIRO ESCALÃO
* Guido Mantega não é arrogante, mentiroso e obtuso à toa. Olhe BEM o
seu semblante. Observe com atenção. Estude à miude. Agora diga se
não é um caso de halitose crônica acompanhada de meia-dúzia de
furúnculos perianais. Convenhamos: é muito sofrimento junto.
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VAMOS ODIAR JUNTOS?
Personagem de hoje: Galvão Bueno
GALVÃO “SAPO LAMBE-LAMBE” BUENO
* Raramente, se sequer uma única vez, apareceu na espécie humana um
exemplar mais limoso (slimy) que ele. Mais chato que ele. Mais
bajulador que ele. Mais arrogante que ele. Ou, voila, simplesmente
PIOR que ele. Vamos então às facetas mais evidentes do Sapo
Lambe-Lambe:
* Lambe-Lambe, o narrador de Fórmula 1
* Isso dói, e dói muito. Sapão Veneno é capaz de repetir a mesma
coisa 15 ou mais vezes durante uma corrida, principalmente
quando ELE acha que bolou algo original ou importante (ah, o tal
do “macarrãozinho” comes to mind, entre centenas de outras
pérolas). Enquanto isso, a corrida vai se desenrolando,
ultrapassagens sendo feitas, acidentes cinematográficos, etc, e
Lambe-Lambe não se dignando a NARRAR a corrida para o resto de
nós, pobres bastardos que, parece, não estamos presentes no
autódromo.
* Lambe-Lambe tem certeza de não errar nunca. Ouviu? NUNCA! Por
definição. Mesmo quando está de fato errado (o que ocorre com
certa freqüência), desfala, refala, trefala, pósfala e
resvala. Tudo para dizer que não falou o que falou e que mesmo
errado, num sentido mais profundo, está, na verdade, certo.
* Lambe-Lambe adora torturar o telespectador com suas
reminiscências automobilísticas. Tipicamente, “Nesses trinta e
tantos anos de Fórmula 1″, etc, etc. Claro, contando sempre com
o endosso e a colaboração de seu comparsa e subalterno Reginaldo
Treme-Treme (outro batráquio, este, o mestre em leitura de
estatísticas ao vivo. Pelamordedeus, Nardão, printa na tela ou
põe no site. Don’t try so hard, please).
* Lambe-Lambe, o homem que faz parte da história da Fórmula 1: na
cabeça sapácea dele, APENAS, claro. Quem já não ouviu: “Joe Doe,
hoje na Williams, é uma grande figura”, ou “Nosso grande amigo
desde a época da Brabham, John Smith, com quem jantamos
ontem…”, ou então “O simpaticíssimo Holy Molly que…”. Pois
é, com tantas amizades ilustres, PORQUE SERÁ que você nunca,
NUNCA entrevista ninguém, seu limoso histriônico
linguarudo?. Imagino que não seria difícil, ao contrário, já
vejo na minha frente aqueles notáveis todos formando uma looonga
fila, aos trancos e sopapos, implorando pra que você, Lambão
Benzeno, o favorito de toda a comunidade, lhes dirija a palavra
(em português, claro, porque suas investidas em língua inglesa
são patéticas). Acorda, Galvão, vai ser bajulador assim na casa
da árvore! Ou, no caso específico seu, no fundo do pântano.
* Excessão HONROSA seja feita a LUCIANO BURTI. O ÚNICO que entende
de engenharia, mecânica, pista, competição, pilotagem e até
inglês. E mostra isso apesar de todas as tentativas
Lambe-Lâmbicas de minimizar, inibir, corrigir ou simplesmente
descartar os comentários do menino.
* Lambe-Lambe, o narrador de futebol
* Ele insiste e, claro, é chato e medíocre do mesmo
jeito. Empresta para essa atividade suas características
indesejáveis de falastrão indomável.
* Na mais completa e absoluta impossibilidade de conviver com vida
(com o perdão da colisão, seu sapão bufão) inteligente, deu um
chega pra lá no Casagrande pra cair de amores pelo Falcão — que
aliás tá muito mais pra Rolinha — o Treme-Treme do
futebol. Servil e bem-comportado. Um chato à altura do dono.
* Falando em dono, existem cachorros que são a cara do dono e
outros que, além disso, acabam desenvolvendo uma personalidade
parecida com o mesmo. Fico imaginando como seriam os cachorros
do Lambe-Lambe, também conhecidos como Lambe-Chorros, ou
simplesmente, Sapães.
* However, em nome da JUSTIÇA UNIVERSAL, Sapão Veneno leva jeito
de ser suportável numa mesa de bar: o tipo exagerado, ególatra,
só ele fala, etc, mas que ainda assim tem algumas histórias pra
contar (que entretanto devam ser absorvidas com uma tonelada de
sal por cima). Nesse ambiente, de relativa igualdade (já que
sempre haverá um ou outro cabotino por perto) e em minoria, um
ocasional “Cala a boca, Galvão!” seria ser suficiente para
mantê-lo dentro de um comportamento dito aceitável.
* Lambe-Lambe, o narrador de vôlei, basquete, ginástica,etc.
* Idem, ibidem. Ai jizuz, disso sabe menos ainda.
* Me ocorre que amanhã tem jogo da seleção. Como Lambe-Lambe está
em Monza, só poderá estragar UM evento esportivo. A não ser que,
ai jizuz, a Globo produza um clone da besta-fera. Pense nisso e
durma depois.
–JP
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UM DIA NA VIDA DE JP
* Um dia, mas não hoje. Sábado quente, faminto e só. Na próxima, acho.
–JP
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EPIFANIA
Personagem de hoje (e até a explosão do Sol): MARIANA GODOY
Vai aí um improviso, mas prometo um dia colocar tudo em ordem. E
claro, sem aviso.
Eles mandam ela vestir preto,
Tudo rigorosamente de acordo com o libreto.
[Ventre alegre do preto triste; Mariana, você existe!]
Atenção! Avisa a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Não a deixam sequer ficar em pé,
Ser por fim completa, soberana:
[Ana rara, rara humana, mana rara, Mariana]
Isso não! Ralha a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Ó cobiça! Ó opressão!
Ó injustiça! Ó depressão!
O firmamento vai cair sobre vossas cabaças,
Eu vos prometo, bacia das almas devassas!
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Olha, Mari, tem também o Crides, descrevendo profeticamente o que se
passa dentro aqui do monstro, segunda a sexta, pontualmente as 06:30:
É um assalto subitâneo. O cataclismo irrompe arrebatadamente
na espiral vibrante de um ciclone. Descolmam-se as casas;
dobram-se, rangendo, e partem-se, estalando, os carandás
seculares; ilham-se os morros; alagoam-se os plainos…
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Temas futuros:
* Mariana, a Sagaz.
* Os anéis de Mariana Godoy.
* Porque eu moveria a Serra do Mar quatro braças a noroeste se MG
estalasse os dedos.
* MG e futebol: Segundas, ~07:11.
* Mariana: Godoy ou Becker? (ou, A Casa do Lago)
* A ontologia de MG
* Vida após a morte vs. Vida após Mariana
* Estudos Marianos: Uma perspectiva espistemológica.
* MG and the SETI project.
* MG, JP e LW: Intersecções.
–JP
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JP TEM MINHOCAS NA CABEÇA
No lugar dos pastéis e dos sanduíches, formas. Formas: largas,
bonitas, pegáveis. Blues. Guitar men. David Bowie knew it all.
Falangetas na têmpora: Despair-Thinking. No one cares. Laugh you not.
Guitar man.
Guitar man.
Guitar man.
I’m still here, my love.
No guitar at all, and almost no man.
–JP
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UM DIA NA VIDA DE JP
Hummm, melhor não. Hoje não. Outro dia, talvez. Hoje: muito sol,
desesperança, turbilhão. & Fome.
–JP
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* JP::To-Go:::2
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Time-stamp:
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MARIANA GODOY
A Tempestade Que CHEGA é da Cor dos TEUS OLHOS.
Legião Urbana, circa 1985.
a tempestade é que dá cor:
CHEGA dos TEUS OLHOS!
–JP
Mariana has gentle, unguarded eyes.
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PROFECIAS
* Como diria Jão Zirão, o apóstolo:
Tempus edax rerum.
(que na verdade é Ovídio, Metamorfoses (acho).
___
LÍLITCHKA!
Em lugar de uma carta
Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto -
um capítulo do inferno de Krutchônikh(*).
Recorda -
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração – aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos – rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
Vladimir Maiakóvski
26 de maio de 1916, Petrogrado
Tradução de Augusto de Campos
(*) Alusão ao poema “Um Jogo no Inferno”, de A. Krutchônikh e
V. Khliébnikov.
* Mariana.Godoy:The.Blog
————————
link:
Time-stamp:
Prâmbulo: Comecei este blog por duas razões. Primeiro, porque logo que
foi ao ar o blog original (catavento.shoutpost.com) com as
referências à Mariana G., recebi algumas mensagens com
alusões grosseiras a ela. Isso não vale. Mariana é pra ser
celebrada, não vulgarizada por meia dúzia de sibaritas,
chalaceiros e capadócios. Qualquer candidadura à colaboração
deve ser feita via e-mail .
Segundo, porque no blog original falo mal de alguns dos
colegas de trabalho de MG e não quero correr o mais remoto
risco de que ela se senta ofendida por meu intermédio.
Long live and prosper, Mariana.
_________________
-*- -*-
* MARIANA GODOY
Nada, nadinha mesmo, no planeta que se destrói:
Nem, do outono a garoa da minha cidade,
Lembro, desde mais curta idade;
Tem as mãozinhas tão pequenas: juro, é verdade,
Como aquelas da Mariana Godoy.
Ref: Last line da última estrofe of E.E. Cummings’ poem:
(i do not know what is is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
—-> nobody,not even the rain,has such small hands <—-
MG,
É, eu sei, eu sei; tá feio, feio. Só madrugada, ainda assim,
única. Mas imagine, talvez, como Hip Hop. Melhorou? Não?
Okay. Hummm, digamos, Japanese drums in the background? Não tb?
Well, que tal Callas e di Stefano como trilha (Tosca ou, talvez,
Madariana Butterfly?). Não? Bem… Sei lá, então. Mas, por mais
remotamente provavel que seja, conseguir seqüestrar um sorriso
(mínimo, passante, dízimo, farsante, I don’t care), favor olhar
pro alto quando sair de casa pra trabalhá: o autor acabou de virar
aquela estrelinha, bem feliz, bem no canto; aquela que na véspera
não tava lá.
–JP
_________________
_________________
-*- -*-
EPIFANIA
Personagem de hoje (e até a explosão do Sol): MARIANA GODOY
Vai aí um improviso, mas prometo um dia colocar tudo em ordem. E
claro, sem aviso.
Eles mandam ela vestir preto,
Tudo rigorosamente de acordo com o libreto.
[Ventre alegre do preto triste; Mariana, você existe!]
Atenção! Avisa a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Não a deixam sequer ficar em pé,
Ser por fim completa, soberana:
[Ana rara, rara humana, mana rara, Mariana]
Isso não! Ralha a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Ó cobiça! Ó opressão!
Ó injustiça! Ó depressão!
O firmamento vai cair sobre vossas cabaças,
Eu vos prometo, bacia das almas devassas!
_________________
_________________
Olha, Mari, tem também o Crides, descrevendo profeticamente o que se
passa dentro aqui do monstro, segunda a sexta, pontualmente as 06:30:
É um assalto subitâneo. O cataclismo irrompe arrebatadamente
na espiral vibrante de um ciclone. Descolmam-se as casas;
dobram-se, rangendo, e partem-se, estalando, os carandás
seculares; ilham-se os morros; alagoam-se os plainos…
_________________
Temas futuros:
* Mariana, a Sagaz.
* Os anéis de Mariana Godoy.
* Porque eu moveria a Serra do Mar quatro braças a noroeste se MG
estalasse os dedos.
* MG e futebol: Segundas, ~07:11.
* Mariana: Godoy ou Becker? (ou, A Casa do Lago)
* A ontologia de MG
* Vida após a morte vs. Vida após Mariana
* Estudos Marianos: Uma perspectiva espistemológica.
* MG and the SETI project.
* MG, JP e LW: Intersecções.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
MARIANA GODOY
A Tempestade Que CHEGA é da Cor dos TEUS OLHOS.
Legião Urbana, circa 1985.
a tempestade é que dá cor:
CHEGA dos TEUS OLHOS!
–JP
Mariana has gentle, unguarded eyes.
_________________
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
_________________
MAIS PROFECIAS
* VM escreve um poema para MG em 1916! O título original é Lílitchka!,
esposa do seu amigo Óssip Brik. Mas tenho a convição que foi na
verdade para Mariana. Bem, pelo menos é um pouco do que eu gostaria
de dizer pra ela.
LÍLITCHKA!
Em lugar de uma carta
Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto -
um capítulo do inferno de Krutchônikh(*).
Recorda -
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração – aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos – rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
Vladimir Maiakóvski
26 de maio de 1916, Petrogrado
Tradução de Augusto de Campos
(*) Alusão ao poema “Um Jogo no Inferno”, de A. Krutchônikh e
V. Khliébnikov.
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_________________
Temas futuros:
* Mariana, a Sagaz.
* Os anéis e alianças de Mariana Godoy: Estética ou Política?
* Porque eu moveria a Serra do Mar quatro braças a noroeste se MG
estalasse os dedos dos pés.
* MG e futebol: Segundas, ~07:11.
* Mariana: Godoy ou Becker? (ou, A Casa do Lago)
* A ontologia de MG
* Vida após a morte vs. Vida após Mariana
* Estudos Marianos: Uma perspectiva epistemológica.
* MG and the SETI project.
* MG, JP e LW: Intersecções e Desencontros.
* Mariana Godoy na tela prateada: “Love Actually”
* Eclipse parcial do sol como metáfora negativa para MG
–JP
jp_catavento@mindless.com
_________________
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Roban Dalheiros & AB Cheftzba & Iniquidades genéricas & Um Jardim Prometido
Posted on Sep 14, 2007
Lembrando que:
* Todo o material relativo à Mariana Godoy está sendo transferido para
o outro blog , dedicado exclusivamente à celebração de sua existência.
http://vivamarianaviva.shoutpost.com
* Tudo o que o afoito visitante vai, porventura, ler aí embaixo não
passa de mentira e/ou ficção. Mesmo se JP não fosse invertebrado,
não teria um único osso verdadeiro no corpo. You have been
warned. Agora xô, passa, vá embora. E não volte mais!
* Finalmente, atendendo a quaquilhões de pedidos e súplicas: Vocês tem
razão, é mesmo muito complexo, o melhor mesmo é procurar outros
sites. A leitura do material publicado em outros dias exige,
certamente, uma inteligência privilegiada além de uma formação
acadêmica sólida em várias disciplinas, todas permeadas pela mais
alta tecnologia. Enquanto isso, tente, por favor, CLICAR NO DIABO
DO MÊS AÍ AO LADO PARA TER ACESSO AO MATERIAL RESPECTIVO!!! Arre.
* E-mail: jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
Roban Dalheiros e seus supostos prepostos expostos
Enquanto isso, a súcia de malfeitores reunida novamente com seu chefe
reposto e tresposto,
sem ser deposto e
sem estar recomposto,
portanto a contragosto
só pra votar mais um imposto
e não, deus dera, ser
decomposto e interposto
na pilha de composto
Roban Dalheiros e mais, claro, suas fiéis ratazanas lambisgóias como o
PETISTA Aloizio Mercadante, tudo parece quase como antes.
JP só queria perguntar pra essa récua de rameiras porque, PORQUE e por
Javé, todos não declaram o respectivo voto no dia da votação. Eu sei
cretino, cala boca e escuta. Que todos declarem o voto dado no dia
12. Por exclusão e junto com outras evidências, daria pra ter uma
idéia muito boa de quem votou o quê.
_________________
Ai, sabe, são tantos sentimentos, tantas coisas loucas, que sei
lá… (Argh!)
* Dia triste, hoje. Poliana-mente, pelo menos tem arroz e feijão. Veja
só, arroz e feijão à vontade, o que em si é uma ocasião. Mas JP é um
mimadão que fica sonhando (com “ão” e) com carne vermelha (branca,
amarela e roxa também servem; verde ainda não)! E uma salada, então,
daquelas de buffet! Quatro vergonhosas pratadas da filha-da-mãe. Que
saudade, meu deus, que saudade. O quê? Alguém falou batata frita?
Não, não, seria errado, acho. Assim também como um pãozinho
fresco. Nossa, minha boca fica assim engolindo, meus óculos ficam
feios. Sabe, mundo, confesso que é meio chato ir morrendo assim,
como dizem, à míngua.
* Bem, passado o momento de auto-comiseração, é preciso dizer que JP
conseguiu fazer uma série de coisas hoje. Outras deixei de fazer,
novamente, como mandar mais mail inútil pra AB.
* E falando em e-mail inútil para AB, tenho ponderado se vale a pena
registrar aqui essa “troca” de correspondência, ou pelo menos parte
dela. Não sei, será que JP tem leitores jovens demais, que vão ficar
achando que coisas assim — tais como a história comum entre JP e AB
– são inevitáveis e acontecem com todo mundo? Não são e não
acontecem. Apenas aconteceram com JP, e talvez com meia-dúzia de
outros “escolhidos”, planeta afora.
* Essa minha quasi-paródia of Kipling’s “The Butterfly that Stamped”
teria sido para A.B. Cheftzba, meu quasi-amor:
There was never a Queen like Her,
From here to the wide world’s end;
But while She talked to a butterfly
You could only talk to a friend.
(Sim, sim, o original continua sendo melhor caso você nunca tenha
amado alguém como AB).
* My sweet Ms. Cheftzba, sempre tratei nossa correspondência prévia
(i.e., antes que você aprontasse aquela, que viria a ser a maior da
sua vida) como de resto tratei o latim: embolsei três versos de
Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e políticas,
para as despesas da conversação. Não contente, colhi de todas as
coisas a fraseologia, a casca, a ornamentação. O interessante é que
hoje estou convicto que você gostava daquela bobagem toda. Mesmo. A
ponto de rir. A ponto de, talvez, gostar um tico de mim, quem sabe
se até só por pena do seu miguilim.
It’s well beyond myself, my love.
Even if you, well, now reign from above,
Even if your body has never washed ashore,
Even if you, my love, are no more.
_________________
* Aguardem: Um Jardim para Ananda Apple
_________________
* Final de semana será longo, só, faminto, seco e desligado (o
governo não atende os indigentes digitais nesses dias). Mas, hey,
não dêem cabo da própria vida ainda: Eu volto. Acho.
_________________
* Quem, hoje: Kipling, Machado de Assis, JP
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_________________
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Mercadante, seu rato
Posted on Sep 13, 2007
E-mail: jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutpost.com
_________________
ON INIQUITY
* Enquanto isso, em mais uma reunião da famosa récua de sibaritas,
estróinas e gatunos, também conhecida como Senado Brasileiro, não é
que conseguiram inocentar Roban Bandalheiros? Vários fatos merecem
destaque, aí vão alguns:
* Seis abstenções fizeram o serviço, em seção e votação
secretas. Seis covardes, canalhas, imundos, provavelmente todos do
PT. Sim, o Partido dos Trabalhadores, encabeçado pelo
caudilho-mor, ora presidente da república, e com o apoio de outros
como nosso nobre senador Aloísio Mercadante, que ora merece seu
próprio parágrafo.
* Aloísio, seu pulha, mas que grande gangster você se tornou,
hein? Seu rato, safado, sem-vergonha. Você não presta. Eu me
lembro, foi no episódio do mensalão que você começou a mostrar
as garrinhas em público. Agora a besta-fera se exibe por
inteiro, no seu ascoroso esplendor. Você é um canalha odioso. Eu
ia lhe comparar com uma barata se alimentando no esgoto, mas me
ocorreu o óbvio: que ela, a barata, esta apenas sendo barata,
enquanto você… também! Seria uma perversidade e eu não
recomendo isso a ninguém mas, tendo dito isso, me daria muito
mais prazer lhe enfiar uma bem no meio da cara do que no seu
próprio nobre colega, Canalheiros. Você é um traidor. Um traidor.
E pelamordedeus não me venha com essa carinha de
“estou constrangido, mas fazendo isso pelo bem do Brasil.
Você é um bosta, Mercadante. Um bosta.
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Mariana Godoy
Posted on Sep 11, 2007
Atenção: Todo material relativo à Mariana Godoy ganhou agora nova casa, http://vivamarianaviva.shoutpost.com.
Os motivos são os seguintes:Time-stamp:
Primeiro, porque logo que foi ao ar o blog original (catavento.shoutpost.com) com
referências à Mariana G., recebi mensagens com
alusões grosseiras a ela. Isso não vale. Mariana é pra ser
celebrada, não vulgarizada por meia dúzia de sibaritas,
chalaceiros e capadócios. Qualquer candidadura à colaboração
deve ser feita via e-mail .
Segundo, porque no blog original falo mal de alguns dos
colegas de trabalho de MG e não quero correr o mais remoto
risco de que ela se sinta ofendida por meu intermédio.
Long live and prosper, Mariana.
–JP
-*- -*-
MARIANA GODOY
A Tempestade Que CHEGA é da Cor dos TEUS OLHOS.
Legião Urbana, circa 1985.
a tempestade é que dá cor:
CHEGA dos TEUS OLHOS!
–JP
Mariana has gentle, unguarded eyes.
_________________
-*- -*-
PROFECIAS
* Como diria Jão Zirão, o apóstolo:
Tempus edax rerum.
(que na verdade é Ovídio, Metamorfoses (acho).
___
LÍLITCHKA!
Em lugar de uma carta
Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto -
um capítulo do inferno de Krutchônikh(*).
Recorda -
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração – aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos – rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
Vladimir Maiakóvski
26 de maio de 1916, Petrogrado
Tradução de Augusto de Campos
(*) Alusão ao poema “Um Jogo no Inferno”, de A. Krutchônikh e
V. Khliébnikov.
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JP Rides Again
Posted on Sep 10, 2007
* JP::To-Go
———–
link:
E-mail: jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutspot.com
_________________
-*- -*-
Aviso: JP Catavento mente e copia. É só o que ele sabe fazer. Se acaso
possuísse esqueleto, sua condição é de invertebrado, não teria um
único osso honesto no corpo. Tudo aqui é mentira. O leitor, portanto,
é enfaticamente aconselhado a não se-lo. Dê uma boa cusparada e
fuja. Sai, xô, fora! E não volte mais.
E no primeiro dia, veio a escuridão…
* Enquanto isso, na reunião da famosa récua de saltimbancos, também
conhecida como Senado Brasileiro, se desenrola o…
Renan “Piggly Winks” Canalheiros affair
* Fico imaginando cenas quase inenarráveis que podem ter se
descortinado na intimidade da alcova entre a JORNALISTA Mônica
Veloso e o PRESIDENTE DO SENADO, Sua Excelência Canalheiros. Que ele
tenha semblante suinóide ninguém vai negar. De fato, em se
abstraindo os óculos fica evidente a semelhança com Piggly Winks
(?), aquele porquinho do desenho da Discovery Kids e, mantidos os
óculos, com o avô do mesmo. Agora, fico imaginando esse cachaço, com
as imperfeições expostas, tres comprimidos de Viagra e meia-garrafa
de puro-malte na cachola (com os leais cumprimentos da empreiteira
da vez), fungando no regaço da JORNALISTA Mônica Veloso (1. É esse o
nome dela? Não lembro direito, mas também não faz muita diferença,
pode ser apenas um nome de caserna; 2. Algúem conhece qualquer
matéria jornalística esta senhora tenha produzido?, com exceção,
claro, das matérias SOBRE ela), pedindo pra ser chamado de, digamos,
“meu coroné”, prontamente atendido pela mensalista. Arre, além de
escroque, o sicofanta parece ser também um espírito de poucas
luzes. E fiquemos por aqui, porque aquele andar desfilado, bunda de
elefante e corte de cabelo mamãe-quero-ser-bicha, hum, sei não,
seria ele… um salta-pocinhas?
* Sua Excelência Canalhareiros opera como uma espécie de caixa
eletrônico da humilhação. Recebe uma moeda e: humilha a si próprio
(bem, em terra de cínico, isso vale uma medalha), humilha sua
esposa, humilha até sua vagabunda e a criança que teve com ela,
humilha seus filhos e, last but not least, humilha o resto de nós,
que ganhamos a vida de um jeito diferente.
* E, ai jizuz, o que pensar da esposa de Sua Excelência? Que tipinho,
hein? Que bela fusão de amarra-cachorro, pau-mandado (no comment) e
bonifrates. Além de, claro, possuir a auto-estima de um bloco de
basalto. Aparece em público, mãozinha dada com o patife do maridão,
dias depois depois de ser exposta A TODO O PLANETA como a
corna-mansa do ano. Talvez a intenção tenha sido demonstrar que
“Nós, família unida e cristã, não tememos enfrentar os percalços da
vida”. E que percalços, hein terceira-dama, que percalços. Doze mil
deles, todos os meses, pontualmente. A senhora não tem o menor
vestígio de vergonha na cara, né? Nem sabe o que é isso: se deixa
humilhar mas não larga a teta (ainda que já meio caída) do marido.
* Pobre criança. Bem, mais ou menos, pois quando crescer terá uma
lista de desculpas absolutamente incontestáveis para qualquer
deslize que venha a cometer na vida: “O que esperam de mim, afinal,
filho de gangster com prostituta!”. Ou: “O fruto do ventre de mamã
tinha seu leitinho custeado pelas emendas de papá, menos orgulhoso
do seu rebento do que da mesada da empreiteira”. Ou mesmo:
“Pelamordedeus, exijo meu direito inato de ser bandido ou, pelo
menos, puto.”
* Mas fica registrada uma nota de louvor a Moniquinha, exclusivamente
pelos seus atributos físicos, dado que os intelectuais e,
principalmente, morais, estão fora de questão. Ela não chega a me
causar quenturas mas, se porventura tivesse certeza que não é
profissional, confesso que deixaria a marota me pagar um bacalhau à
murro, também conhecido na terrinha (verdade!, pergunta pra
lusitanada) como bacalhau a, bem, hum, err, em suma, bacalhau crú
preparado com o movimento enérgico dos punhos da cozinheira (ou
talvez, no caso, da jornalista), com muita cebola e, delícia,
boiando no extra-virgem. Ela (a refeição, claro), regada a espumante
italiana demi-sec (aquela do rótulo preto, da região do Vesúvio,
esqueci o nome), com um fiozito de licor de cassiz. (Oh god, I still
remember!). Depois disso, meus amigos e minhas amigas, só mesmo
chamando good old Bill Clinton: C’mon, Bill, bring over those fine
cigars of yours!
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutspot.com
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Mas depois fez-se a luz…
* MARIANA GODOY
Nada, nadinha mesmo, no planeta que se destrói:
Nem, do outono a garoa da minha cidade,
Lembro, desde mais curta idade;
Tem as mãozinhas tão pequenas: juro, é verdade,
Como aquelas da Mariana Godoy.
Ref: Last line da última estrofe of E.E. Cummings’ poem:
(i do not know what is is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
—-> nobody,not even the rain,has such small hands <—-
MG,
É, eu sei, eu sei; tá feio, feio. Só madrugada, ainda assim,
única. Mas imagine, talvez, como Hip Hop. Melhorou? Não?
Okay. Hummm, digamos, Japanese drums in the background? Não tb?
Well, que tal Callas e di Stefano como trilha (Tosca ou, talvez,
Madariana Butterfly?). Não? Bem… Sei lá, então. Mas, por mais
remotamente provavel que seja, conseguir seqüestrar um sorriso
(mínimo, passante, dízimo, farsante, I don’t care), favor olhar
pro alto quando sair de casa pra trabalhá: o autor acabou de virar
aquela estrelinha, bem feliz, bem no canto; aquela que na véspera
não tava lá.
–JP
jp_catavento@mindless.com
catavento.shoutspot.com
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SENADO DO BRASIL
* E como se chama aquele bufão voluntário, escudeiro histriônico do
gangster? Aquele que parece um esfregão (a “mop”) de cabeça para
baixo, senador por Minas (PMDB, acho)? What a clown. Chamar o
congresso de zoológico é tripudiar covardemente em cima dos
animais. Há mais honestidade na flatulência de uma iguana marinha do
que em todos os segundos da iníqua existência dessa súcia de
malfeitores somados. Arre.
PRIMEIRO ESCALÃO
* Guido Mantega não é arrogante, mentiroso e obtuso à toa. Olhe BEM o
seu semblante. Observe com atenção. Estude à miude. Agora diga se
não é um caso de halitose crônica acompanhada de meia-dúzia de
furúnculos nas cercanias do períneo.
_________________
-*- -*-
VAMOS ODIAR JUNTOS?
Personagem de hoje: Galvão Bueno
GALVÃO “SAPO LAMBE-LAMBE” BUENO
* Raramente, se sequer uma única vez, apareceu na espécie humana um
exemplar mais limoso (slimy) que ele. Mais chato que ele. Mais
bajulador que ele. Mais arrogante que ele. Ou, voila, simplesmente
PIOR que ele. Vamos então às facetas mais evidentes do Sapo
Lambe-Lambe:
* Lambe-Lambe, o narrador de Fórmula 1
* Isso dói, e dói muito. Sapão Veneno é capaz de repetir a mesma
coisa 15 ou mais vezes durante uma corrida, principalmente
quando ELE acha que bolou algo original ou importante (ah, o tal
do “macarrãozinho” comes to mind, entre centenas de outras
pérolas). Enquanto isso, a corrida vai se desenrolando,
ultrapassagens sendo feitas, acidentes cinematográficos, etc, e
Lambe-Lambe não se dignando a NARRAR a corrida para o resto de
nós, pobres bastardos que, parece, não estamos presentes no
autódromo.
* Lambe-Lambe tem certeza de não errar nunca. Ouviu? NUNCA! Por
definição. Mesmo quando está de fato errado (o que ocorre com
certa freqüência), desfala, refala, trefala, pósfala e
resvala. Tudo para dizer que não falou o que falou e que mesmo
errado, num sentido mais profundo, está, na verdade, certo.
* Lambe-Lambe adora torturar o telespectador com suas
reminiscências automobilísticas. Tipicamente, “Nesses trinta e
tantos anos de Fórmula 1″, etc, etc. Claro, contando sempre com
o endosso e a colaboração de seu comparsa e subalterno Reginaldo
Treme-Treme (outro batráquio, este, o mestre em leitura de
estatísticas ao vivo. Pelamordedeus, Nardão, printa na tela ou
põe no site. Don’t try so hard, please).
* Lambe-Lambe, o homem que faz parte da história da Fórmula 1: na
cabeça sapácea dele, APENAS, claro. Quem já não ouviu: “Joe Doe,
hoje na Williams, é uma grande figura”, ou “Nosso grande amigo
desde a época da Brabham, John Smith, com quem jantamos
ontem…”, ou então “O simpaticíssimo Holy Molly que…”. Pois
é, com tantas amizades ilustres, PORQUE SERÁ que você nunca,
NUNCA entrevista ninguém, seu limoso histriônico
linguarudo?. Imagino que não seria difícil, ao contrário, já
vejo na minha frente aqueles notáveis todos formando uma looonga
fila, aos trancos e sopapos, implorando pra que você, Lambão
Benzeno, o favorito de toda a comunidade, lhes dirija a palavra
(em português, claro, porque suas investidas em língua inglesa
são patéticas). Acorda, Galvão, vai ser bajulador assim na casa
da árvore! Ou, no caso específico seu, no fundo do pântano.
* Excessão HONROSA seja feita a LUCIANO BURTI. O ÚNICO que entende
de engenharia, mecânica, pista, competição, pilotagem e até
inglês. E mostra isso apesar de todas as tentativas
Lambe-Lâmbicas de minimizar, inibir, corrigir ou simplesmente
descartar os comentários do menino.
* Lambe-Lambe, o narrador de futebol
* Ele insiste e, claro, é chato e medíocre do mesmo
jeito. Empresta para essa atividade suas características
indesejáveis de falastrão indomável.
* Na mais completa e absoluta impossibilidade de conviver com vida
(com o perdão da colisão, seu sapão bufão) inteligente, deu um
chega pra lá no Casagrande pra cair de amores pelo Falcão — que
aliás tá muito mais pra Rolinha — o Treme-Treme do
futebol. Servil e bem-comportado. Um chato à altura do dono.
* Falando em dono, existem cachorros que são a cara do dono e
outros que, além disso, acabam desenvolvendo uma personalidade
parecida com o mesmo. Fico imaginando como seriam os cachorros
do Lambe-Lambe, também conhecidos como Lambe-Chorros, ou
simplesmente, Sapães.
* However, em nome da JUSTIÇA UNIVERSAL, Sapão Veneno leva jeito
de ser suportável numa mesa de bar: o tipo exagerado, ególatra,
só ele fala, etc, mas que ainda assim tem algumas histórias pra
contar (que entretanto devam ser absorvidas com uma tonelada de
sal por cima). Nesse ambiente, de relativa igualdade (já que
sempre haverá um ou outro cabotino por perto) e em minoria, um
ocasional “Cala a boca, Galvão!” seria ser suficiente para
mantê-lo dentro de um comportamento dito aceitável.
* Lambe-Lambe, o narrador de vôlei, basquete, ginástica,etc.
* Idem, ibidem. Ai jizuz, disso sabe menos ainda.
* Me ocorre que amanhã tem jogo da seleção. Como Lambe-Lambe está
em Monza, só poderá estragar UM evento esportivo. A não ser que,
ai jizuz, a Globo produza um clone da besta-fera. Pense nisso e
durma depois.
–JP
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UM DIA NA VIDA DE JP
* Um dia, mas não hoje. Sábado quente, faminto e só. Na próxima, acho.
–JP
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EPIFANIA
Personagem de hoje (e até a explosão do Sol): MARIANA GODOY
Vai aí um improviso, mas prometo um dia colocar tudo em ordem. E
claro, sem aviso.
Eles mandam ela vestir preto,
Tudo rigorosamente de acordo com o libreto.
[Ventre alegre do preto triste; Mariana, você existe!]
Atenção! Avisa a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Não a deixam sequer ficar em pé,
Ser por fim completa, soberana:
[Ana rara, rara humana, mana rara, Mariana]
Isso não! Ralha a Diretora:
Olha o padrão da Emissora!
Ó cobiça! Ó opressão!
Ó injustiça! Ó depressão!
O firmamento vai cair sobre vossas cabaças,
Eu vos prometo, bacia das almas devassas!
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Olha, Mari, tem também o Crides, descrevendo profeticamente o que se
passa dentro aqui do monstro, segunda a sexta, pontualmente as 06:30:
É um assalto subitâneo. O cataclismo irrompe arrebatadamente
na espiral vibrante de um ciclone. Descolmam-se as casas;
dobram-se, rangendo, e partem-se, estalando, os carandás
seculares; ilham-se os morros; alagoam-se os plainos…
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Temas futuros:
* Mariana, a Sagaz.
* Os anéis de Mariana Godoy.
* Porque eu moveria a Serra do Mar quatro braças a noroeste se MG
estalasse os dedos.
* MG e futebol: Segundas, ~07:11.
* Mariana: Godoy ou Becker? (ou, A Casa do Lago)
* A ontologia de MG
* Vida após a morte vs. Vida após Mariana
* Estudos Marianos: Uma perspectiva espistemológica.
* MG and the SETI project.
* MG, JP e LW: Intersecções.
–JP
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JP TEM MINHOCAS NA CABEÇA
No lugar dos pastéis e dos sanduíches, formas. Formas: largas,
bonitas, pegáveis. Blues. Guitar men. David Bowie knew it all.
Falangetas na têmpora: Despair-Thinking. No one cares. Laugh you not.
Guitar man.
Guitar man.
Guitar man.
I’m still here, my love.
No guitar at all, and almost no man.
–JP
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UM DIA NA VIDA DE JP
Hummm, melhor não. Hoje não. Outro dia, talvez. Hoje: muito sol,
desesperança, turbilhão. & Fome.
–JP